John Lennon e Che Guevara, unidos pelo 9 de outubro (Arquivo / Montagem)

O dia 9 de outubro marcou profundamente a história da humanidade. Nesse dia em 1967 foi assassinado covardemente pelo exército boliviano a mando da CIA (serviço de espionagem norte-americano) ao ser capturado, aos 39 anos. Che Guevara se transformaria em um dos heróis mais venerados do mundo.

Nesse mesmo dia nascia em 1940, nasceu na Inglaterra outro nome que se transformaria num ícone da juventude. John Lennon, líder do grupo musical que universalizou o rock e ajudou a transformar a arte no mundo. Lennon foi assassinada pro um suposto fã no dia 8 de dezembro de 1980, aos 40 anos.

Os dois cada uma seu modo viraram ídolos porque deram a via pelo que acreditavam ser o melhor para o mundo. Che manteve em sua curta vida uma índole e um caráter devotado à causa do socialismo, da liberdade, da justiça e da vida dos proletários do mundo. Forjado na luta diária dos povos latino-americanos em superar a miséria imposta a essa parte do continente americano pelo imperialismo ianque.

Para o cubano Armando Hart “Ernesto Che Guevara recebeu e enriqueceu a herança espiritual, e decidiu formar seu caráter para assumir, com os fatos e com a consagração de sua vida, o compromisso que reputou irrenunciável: o de defender com sue enorme talento, valor e virtudes o direito dos pobres de América e a aspiração bolivariana e martiniana de integração moral das pátrias latino-americanas”.

Já Lennon transformou o mundo com sua arte, a luta pela paz num momento em que a guerra imperialista predominava e na defesa dos trabalhadores e da juventude expressa em suas canções.

Segundo o jornalista norte-americano David Sheff que fez a última entrevista com o ex-beatle, Lennon e sua mulher Yoko Ono mostravam em 1980 “que existe uma outra forma de ver a vida” que não seja nos moldes capitalistas de consumo e deter coisas.

Che de armas nas mãos levou a revolução por onde passou porque acreditava nela e no socialismo como futuro da humanidade. Lennon levou sua arte para todos em defesa da paz e acreditava no socialismo como futuro da humanidade. Os dois se encontraram na crença de que a vida vale a pena e na luta dos oprimidos contra os poderosos do mundo.

Marcos Aurélio Ruy, UJS

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