Sonháticos envolvidos com a criação da Rede Sustentabilidade em São Paulo reagiram mal à notícia de que Marina Silva se filiaria ao PSB.

Em mensagens trocadas no final de semana, antes da entrevista coletiva que a ex-senadora deu ao lado do governador Eduardo Campos (PE), integrantes do grupo que coordena a Rede no Estado se disseram “constrangidos” e “desolados” com a filiação.

Coordenadores chegaram a chamar a migração de “volta à velha política” e disseram que o fato de terem começado uma discussão sobre um futuro sem a Rede era por si só uma situação “vexatória”. Outros defenderam uma “purificação” da sigla.

Mesmo os que apoiaram a aliança nacional entre os dois partidos disseram ver obstáculos ao acordo em São Paulo, dizendo que, no Estado, os socialistas têm representantes com os quais a Rede não merece caminhar junto.

O grupo é composto por pessoas que fundaram a Rede Sustentabilidade em São Paulo. Parte deles assumiu posição de coordenação nos comandos provisórios da legenda. O grupo se reuniria na noite de ontem para discutir cenários e ações futuras.

Em texto que foi publicado no site da Rede, o coordenador nacional de Organização, Pedro Ivo Batista, fez uma defesa da filiação de Marina ao PSB mas disse que “compreende e respeita o posicionamento dos militantes que discordam do acordo e reclamam da pouca discussão”.

Ele é um dos indicados da Rede para compor a Executiva Nacional do PSB. A expectativa do grupo de Marina é ter dois nomes na direção socialista. Estão em curso também conversas sobre o espaço que a Rede deve ocupar nas direções estaduais.

Folhapress