Dirigentes do Sindicato dos Bancários do Ceará estiveram nesta terça-feira, dia 10/9, intensificando a mobilização dos funcionários do Banco do Brasil, da agência Praça do Carmo, em Fortaleza, preparando-os para a greve da categoria. Os dirigentes sindicais dialogaram com os companheiros sobre a importância dos bancários mostrarem sua força e sua unidade para enfrentar a intransigência do Governo Federal e dos bancos privados. Na ocasião convocaram os colegas para a assembleia nesta quinta-feira, dia 12, a partir das 19 horas, na sede do Sindicato.

“Não resta aos trabalhadores outra alternativa senão a greve. É importante a presença de todos na assembleia de quinta-feira, sejam de bancos públicos ou privados, para nós deliberarmos pelo início da nossa greve no dia 19. Contamos com a compreensão da população, pois como os bancários são explorados, os cliente também são explorados tendo que enfrentar longas filas, pela escassez de bancários, como também pela extorsão nas altas tarifas e juros”, disse o diretor do Sindicato, Ribamar Pacheco.

Segundo Pacheco é importante a adesão dos funcionários do BB à greve para forçar uma proposta decente por parte dos bancos. Para os clientes, esclareceu sobre os motivos da paralisação e orientou-os a se programar. “Já na próxima semana, dia 19, não terá atendimento nas agências”, completou.

De acordo com o diretor Sindicato, Bosco Mota, “a greve não é contra a população, mas contra a intransigência do Governo e dos bancos em atender nossas reivindicações. Bancários e a população devem andar de mãos dadas. A convocação é para todos os funcionários do BB, comissionados e não comissionados. Todos estão convocados à assembleia nesta quinta-feira, para deliberarmos por uma greve forte em todo o País”.

Segundo o diretor do SEEB/CE, Jefferson Tramontini, “essa proposta da Fenaban de 6,1% é indecente. Os bancos lucram milhões e milhões por dia e oferecem uma proposta que não cobre nem a inflação e nem fala das demais cláusulas da categoria. Nas mesas específicas do BB, Caixa, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia a postura do Governo Federal é a mesma. Os bancários querem sua fatia desse bolo. Queremos uma resposta decente para nossas reivindicações. Só a greve forte vai fazer esse Governo e os banqueiros darem uma resposta que atenda nossas expectativas”.

Anúncios