Jornal GGN – Após a notícia do começo de 2013, quando uma criança de dois anos e dois meses foi completamente curada do vírus HIV, uma nova esperança surge para as mais de 34 milhões de pessoas no mundo que vivem com a doença. Uma pesquisa recente da Faculdade de Medicina da Universidade Washington mostrou que o veneno de abelha, e seu principal componente ativo – a melitina –, é capaz de destruir as células doentes e os tumores causados por vírus como o HIV.

A melitina, segundo os pesquisadores, é uma forte toxina presente no veneno de abelha, que pode criar “buracos” no invólucro de proteção que envolve o HIV. Essa proteção existe em numerosos outros vírus. A pesquisa mostrou que a toxina, apesar de destruir a proteção do vírus, não prejudica as células saudáveis, apenas as que foram afetadas ou infectadas pelo vírus.

Enquanto a comunidade científica internacional ainda discute se o vírus HIV é o agente causador da AIDS, os pesquisadores da Universidade de Washington comemoram o resultado. Principalmente porque o HIV atinge, anualmente, mais de 3 milhões de pessoas com menos de 15 anos de idade. Ainda que não cause a AIDS, argumentam os pesquisadores, ele no mínimo não permite que o hospedeiro tenha uma saúde perfeita.

Extermínio

Os pesquisadores só lamentam que a descoberta venha em um momento em que se constata, ao mesmo tempo, que as populações de abelhas estão desaparecendo a uma taxa alarmante em quase todos os países ao redor do mundo. Segundo os cientistas, as colônias de abelhas estão desaparecendo tão rápido que já se tornou “preocupação mundial” a adubação de culturas por meio da polinização.

Já há, inclusive, dicas dos cientistas para que pessoas comuns, que não têm ligação com apicultura, possam ajudar na manutenção das abelhas. A primeira delas é fazer plantios de ervas e plantas das quais as abelhas gostam, como sálvia, orégano , lavanda, alfafa, entre outras. Construir “casas” de abelhas é outra possibilidade. Segundo os pesquisadores, há inúmeros projetos de hábitats disponíveis na internet. Os cientistas também recomendam evitar o uso de produtos tóxicos, como inseticidas em jardins, além de incentivar a construção de jardins orgânicos.

Por último, os pesquisadores também recomendam que a população ajude a movimentar a economia gerada pela apicultura, comprando mel orgânico e a evitar o consumo de mel de origem industrializada ou desconhecida.

Com informações do Phys.org

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