Um golpe tem sido aplicado em pessoas que pretendem se cadastrar no Minha Casa Minha Vida (MCMV) por falsas entidades, em Fortaleza e no interior do Estado. Grupos têm cobrado taxas de forma ilegal para realizar a inscrição de famílias carentes, alvo do programa, de acordo com a Prefeitura.

A cobrança indevida é feita por um suposto representante de uma instituição. Munidos de documentos falsos da Caixa Econômica Federal e da Prefeitura de Fortaleza, eles vão até a casa das vítimas e oferecem a inclusão da família no cadastro do programa.

“A Prefeitura tem um órgão responsável por inscrições de programas habitacionais, que é a Habitafor, validada pelo Ministério das Cidades. Entretanto, as inscrições para o Programa foram realizadas em 2009, criando um cadastro abrangente que reúne cerca de 100 mil famílias. Tal cadastro hoje está sob a tutela do Ministério Público, não podendo ser alterado. Queremos ainda deixar claro que somente a Habitafor pode fornecer informações seguras sobre qualquer dúvida que alguém tenha sobre inscrições no programa”, esclareceu a presidente da Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor), Eliana Gomes.

O golpe foi descoberto pelas gestões municipal e estadual após vítimas se queixarem na Habitafor. Uma delas, uma senhora, chegou a pagar cerca de R$ 500 para a inclusão de 40 pessoas. Eliana Gomes declarou que não está havendo inscrições do MCMV no momento e que a única visita realizada pelo órgão é feita por um assistente social.

Prefeitura orienta que vítimas denunciem crime para Polícia Federal

“As pessoas lesadas têm medo de revelar os golpistas. Estamos conversando com entidades sérias de comunidades, mas não podemos tomar uma medida em relação às vítimas. Estamos tomando todas as providências no que cabe a nossa gestão”, explicou. A presidente da Habitafor aconselhou que as vítimas reunam as provas do crime e denunciem às delegacias ou a Polícia Federal.

A Habitafor criou no início do ano uma comissão de análise das inscrições, para a seleção dos beneficiados para cada residencial. O trabalho é liderado por um equipe técnico social e tem acompanhamento de engenheiros e assessores jurídicos, que avaliam as famílias segundo os critérios municipais e federais, com destaque para o quesito renda, explicou o órgão em nota. 

(Diário do Nordeste)

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