O Ceará é o oitavo Estado mais populoso do Brasil, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a junho deste ano. Os informes foram publicados ontem no Diário Oficial da União (DOU). Com 8,78 milhões de habitantes, o Estado aparece como o terceiro do Nordeste, atrás da Bahia, que registra 15 milhões de habitantes, e de Pernambuco, com 9,21 milhões. No censo de julho de 2012, o Ceará registrou 8.606.005 habitantes. Comparado com a população deste ano, de 8.780 mil, houve aumento de 174 mil pessoas em 12 meses, o que representa crescimento de 1, 98%.  

A projeção oficial da população do IBGE estimou 201.032.714 de pessoas vivendo no País. Pela primeira vez, a marca de 200 milhões foi superada: a cifra era de 199.242.462 em 2012. O Estado de São Paulo continua sendo o mais populoso, com 43.663.672 habitantes. Na sequência aparecem Minas Gerais, 20.593.966, e Rio de Janeiro, 16.369.178. Já o Estado menos habitado é Roraima, com 488.072 pessoas. O crescimento populacional brasileiro está, porém, com os anos contados. O instituto prevê que o número de habitantes crescerá até 2042, quando a estimativa aponta para 228,4 milhões de pessoas. A partir de então, o contingente populacional se reduzirá gradualmente até chegar a 218,8 milhões em 2060, mesma cifra estimada para os brasileiros de 2025.

Embora a inversão da curva de crescimento da população só ocorra em 29 anos, o Brasil já vive há décadas um declínio contínuo do ritmo de crescimento dos habitantes, decorrente principalmente do fato de que as mulheres têm cada vez menos filhos. Em 2013, a taxa de natalidade ficou em 1,77 filho por mulher; em 2000, por exemplo, estava em 2,39 filhos.

Desde 2007, o número já é menor do que o necessário para repor a população. Um casal tem de ter, ao menos, duas crianças para “substituí-los. A redução esperada do nível de crescimento da população é decorrente, principalmente, da queda do número médio de filhos por mulher, que vem decrescendo desde a década de 1970”, alerta o IBGE.

Essa redução da taxa de natalidade se acentuará ainda mais, segundo a projeção do IBGE. Cada vez mais inseridas no mercado de trabalho, as mulheres terão ainda menos filhos no futuro e vão adiar ainda mais maternidade, segundo o estudo.

A previsão é de uma taxa de fecundidade em torno de 1,5 a partir de 2030 e um aumento da idade média para as mulheres se tornarem mães, de 26,9 anos, em 2013 para 29,3, em 2030. (das agências de notícias

Números

228,4 milhões de pessoas deve ser o ápice populacional do Brasil no ano de 2042 

2030 é o ano estimado no qual o país ficará abaixo do índice de morte infantil aceitável pela OMS 

80 anos deverá ser a expectativa de vida do brasileiro no ano de 2041

(O Povo Online)

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