A estudante de jornalismo da UFC, Eduarda Talicy, foi vítima de homofobia na concha acústica da reitoria da Universidade nesta tarde.  Eduarda conversava com sua namorada e foi convidada a se retirar do local por um segurança.

– O segurança pediu que saíssemos alegando que não podíamos estar namorando no local, diz a estudante.

Eduarda o questionou sobre o motivo e se a orientação também era dada a casais heterossexuais, ao que respondeu que achava que não.  Na semana passada, segundo o guarda, um outro casal homossexual fora abordado e, sem questionar, teria deixado o ambiente.

– É melhor vocês ficarem em um lugar mais reservado, teria dito o guarda.

A estudante de jornalismo, então, questionou de onde teria partido tal orientação.  O segurança informou que teria sido do responsável pela portaria de nome Paulo.  Segundo o segurança que fez a abordagem, o motivo da orientação poderia ser a presença do prefeito Roberto Claudio (PSB) na reitoria na tarde de hoje.

Eduarda e sua companheira foram falar com o segurança Paulo, que afirmou que a orientação viria da administração, negando, no entanto, que dissesse respeito apenas a casais homossexuais.

Note, no entanto, que o primeiro vigilante que fez a abordagem informou às duas meninas que já havia solicitado a retirada de um casal homossexual na semana anterior no mesmo espaço – numa data em que Roberto Claudio não esteve na reitoria.

Segundo Paulo, alguém viu as duas meninas na concha acústica e lhe pediu que solicitasse a sua saída.

Eduarda e sua companheira apresentaram denúncia à ouvidoria da UFC.

Um assessor da instituição, no meio da movimentação, disse ao casal que aquilo não representava a opinião da UFC, tendo sido fruto da falta de preparo da equipe de segurança.

– Eu acho que, por mais que ele tenha dito que não é o pensamento da UFC, os guardas atribuíram a orientação a pessoas da administração, que supostamente representam a própria universidade, disse Eduarda.

(Daniel Dantas, via http://nominuto.com)

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