O Estado

Faltando mais de um ano para as eleições de 2014, as especulações tomam conta do cenário político nacional e local. É consenso que as costuras devem ser bem planejadas, para garantir palanques no maior número possível de cidades. A grande composição da base do Governo Federal, há tempos, vem sofrendo com rachaduras que colocam em risco o plano de reeleição da presidente Dilma Rousseff. No Ceará, por exemplo, a aliança PT, PSB, PMDB e PCdoB sofre com as inúmeras possibilidades que se abrem para o próximo pleito. Os partidos movimentam-se para garantir chapas majoritárias.

No Estado, é delicada a relação PT e PSB. Para assegurar um palanque forte para Dilma, no Ceará, o Partido dos Trabalhadores, segundo o deputado federal, José Nobre Guimarães, admite continuar a coligação, desde que seja garantida sua participação na chapa majoritária na disputa do Governo do Estado, em uma dos três cargos: governador, vice-governador ou senador. “O PT tem força, tem voto e tem prestígio para participar da chapa majoritária estadual de 2014”, arrisca Guimarães.

CANDIDATURA

Neste cenário, o líder do PT, na Câmara Federal, avisa que pode ser considerado como candidato a senador. Conforme Guimarães, há quase um consenso no sentido do partido disputar a única vaga no Senado. Com relação ao seu nome para postular o cargo, o deputado disse que o seu está em muita evidência, podendo ser confirmado, entre as partes, quando a eleição estiver mais próxima, entre maio ou junho de 2014.

“Falar no que é bom, nunca é ruim, mas, neste ano, eu quero mesmo é continuar o meu trabalho como líder do PT, na Câmara Federal,  com eficiência e debatendo as questões dos estados e do País”, promete ele, lembrando que em Brasília está sempre discutindo tudo que se refere ao crescimento do Ceará.

Ele informa que também está trabalhando muito, e para isso tem mantido muitos contatos, no interior, para colocar um nome forte e competente para ser o próximo presidente estadual do PT. O deputado vai articular a campanha de Francisco de Assis Diniz, contando com apoio das correntes dos deputados José Airton Cirilo e Ilário Marques.

(Com informações de Tarcísio Colares)