A região brasileira que antes era tida como um sem fim de miséria hoje é um perder de vista de oportunidades. De acordo com pesquisa divulgada ontem pelo Instituto DataPopular, as recentes transformações econômicas que se deram no Brasil não só tiveram participação decisiva do Nordeste, como propiciaram uma grande mudança de hábitos de consumo nos moradores da região.  

Em dez anos (de 2002 a 2012), a classe média nordestina cresceu 20%. No período, a classe alta aumentou 4% e houve redução de 24% da classe baixa na região.

Hoje, 52% da população brasileira são considerados como classe média. Deste total, 23% moram no Nordeste, que na divisão só fica atrás da região Sudeste, que reúne 46% destes brasileiros.

Segundo o estudo, a expectativa é que em 2022 a classe média já represente 57% do total da população no País. 

Consumo

Dois de cada dez brasileiros que afirmam pretender comprar casa, apartamento, automóvel ou motocicleta estão no Nordeste.

Esse índice aumenta quando se refere a comprar bens para o domicílio. Mais de um terço dos brasileiros que pretendem comprar máquina de lavar roupas nos próximos 12 meses estão aqui, na região; assim como 26,1% dos que intencionam comprar móveis, 21,3% dos futuros compradores de refrigerador e 21,2% de TV de LED, plasma ou LCD.

A pesquisa aponta ainda que a população nordestina representa 32%, em média, do Total Brasil em intenção de compra de aparelhos tecnológicos de uso pessoal a curto e médio prazo. Com destaque para o mercado de smartphones, que responde por quase quatro em cada dez brasileiros que declaram desejar comprar um novo modelo no período.

Os nordestinos também estão muito interessados em fazer um curso profissionalizante (30,3% do Total Brasil), um curso superior (216%), viajar de avião pelo País (23,7%) e se aventurar em viagens aéreas internacionais (18.3%).

(Émerson Maranhão – O Povo) 

Anúncios