Na avenida 13 de maio, não é difícil registrar congestionamentos em cima do viaduto – Foto: Mauri Melo

Em meio à polêmica construção de viadutos no entrocamento das avenidas Engenheiro Santana Júnior e Antônio Sales, O POVO percorreu os equipamentos do tipo já existentes em Fortaleza. Em geral, o que se percebe são espaços com problemas urbanos – principalmente na parte inferior deles.

O viaduto da avenida 13 de maio, sobre a avenida Aguanambi, possui um estacionamento por baixo da elevação. Além disso, foi verificada a existência de ambulantes no local. E o mais curioso: a instalação de um semáforo para pedestres logo abaixo do viaduto. Outro problema identificado no equipamento é a ocorrências de congestionamentos, quando a função dele deveria ser desafogar o trânsito. Por volta das 8 horas de ontem, um fila imensa de veículos ficava parada sobre o viaduto.

Para o aposentado Lúcio Gurgel, 71, proprietário de um pensionato ao lado do equipamento, todos os problemas são originados porque o viaduto deveria ter sido construído na avenida Aguanambi – e não na avenida 13 de Maio. “Faltou inteligência (aos gestores)”, acredita. Na avaliação do aposentado, a obra também desvalorizou o imóvel dele. 

Pedestres

Já o receio da dona de casa Maria José Girão, 54, é passar por debaixo do viaduto da avenida Almirante Henrique Saboia (Via Expressa) – ao cruzar pela avenida Antônio Sales. Pelo local, praticamente só há circulação veículos e poucos pedestres arriscam a travessia por ali. “Antes, havia muito assalto (aqui)”, comenta. Na opinião de dona Maria José, deveriam ser instalados equipamentos embaixo dos viadutos que “atraíssem” mais os pedestres.

Outro problema detectados nos viadutos visitados da Capital é que a maioria deles não possui um espaço exclusivo para a travessia de pedestres – somente os equipamentos da Via Expressa contam com esse tipo de acessibilidade. 

O POVO entrou em contato com a Secretaria Municipal da Infraestrutura e com a Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC). Foram enviados e-mails com as perguntas para a assessoria de imprensa, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.

(Geimison Maia, O Povo Online)

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