São Paulo – No dia em que os bancários entregaram aos bancos sua pauta de reivindicações para a Campanha Nacional Unificada 2013, as três maiores instituições privadas brasileiras já tinham divulgado seus balanços relativos ao primeiro semestre deste ano e provado, por meio de números, que devem muito aos bancários e a seus clientes.

O Itaú, com seus R$ 7,055 bilhões de lucro, alcançou o segundo maior resultado da história dos bancos no país para o período. Perde somente para ele mesmo nos primeiros seis meses de 2011 (R$ 7,133 bilhões). Mas o recordista de lucro extinguiu 2.290 postos de trabalho no primeiro semestre deste ano. Em 12 meses (junho de 2012 a junho de 2013) foram 4.458 postos de trabalho a menos.

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Com o maior ganho de sua história, o Bradesco teve lucro líquido ajustado de R$ 5,921 bilhões no primeiro semestre. Apesar da excelente performance, o número de empregos caiu 2.580 nos últimos 12 meses. Apenas entre março e junho, o banco cortou 842 vagas.

Bradesco lucra quase R$ 6 bi e demite

O lucro líquido gerencial do Santander chegou a R$ 2,929 bilhões no primeiro semestre. Houve queda de 9,8% no semestre, mesmo assim o banco no Brasil continua o responsável pela maior fatia do lucro mundial da instituição espanhola, com 25% de participação. Apesar disso, demite. Apenas no último trimestre, fechou 1.782 postos de trabalho. Desde junho de 2012, a redução foi de 3.216 funcionários.

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“Está claro que os bancos podem atender nossas reivindicações econômicas de aumento real para os salários, valorização para os pisos, vales e para a PLR”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira. “Mas a maior dívida dessas instituições é com a saúde dos seus funcionários. Como podem empresas em franco crescimento demitir tanto? A sobrecarga de trabalho nos bancos está adoecendo os bancários e isso tem de parar. Assim como tem de acabar a cobrança por metas absurdas, impostas unilateralmente e que mudam de uma hora pra outra”, reforça a dirigente. “Por isso nosso mote este ano é o #Vem para luta, vem! Os bancários não aguentam mais as condições de trabalho e isso vai ficar claro se os bancos não atenderem às nossas reivindicações.”

Cláudia Motta – SEEB-SP

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