São Paulo – A maior preocupação dos bancários é com saúde e condições de trabalho. Não por acaso, esse será o tema que abre as rodadas de negociação entre o Comando Nacional da categoria e a federação dos bancos (Fenaban), marcada para quinta-feira 8.

Dos mais de 9 mil bancários que responderam à consulta feita pelo Sindicato para balizar os debates da Campanha Nacional 2013, 83,2% apontaram o combate ao assédio moral nos bancos como prioridade da campanha, e 85,3% acham que é muito importante discutir metas abusivas.

“Os bancários reivindicam o fim das metas individuais e abusivas e da pressão que gera assédio moral e o adoecimento dos trabalhadores. Queremos inverter a lógica do individualismo que os bancos impõem e o fim do assédio moral. Temos de acabar com as metas dos caixas e a do dia, inventada de uma hora para outra e que se acumula com as já absurdas metas do mês e do semestre”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.  “Vivemos um momento em que os bancos aumentam as tarifas, apresentam lucros muito sólidos e, no entanto, cortam milhares de postos de trabalho. Isso é um contrassenso que sobrecarrega os bancários e os leva a adoecer cada vez mais.”

“A cobrança por metas inalcançáveis leva ao assédio moral”, destaca a secretária de saúde do Sindicato, Marta Soares, lembrando que a violência nos bancos é organizacional. “É um modo de gestão.”

Caixa no dia 9 – Saúde e condições de trabalho também abre os debates das questões específicas entre os representantes dos empregados e da Caixa Federal, visando a renovação do acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

> Marcada primeira negociação com a Caixa

As propostas específicas dos empregados foram definidas durante o 29º Conecef (Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Federal), realizado de 17 e 19 de maio. A pauta foi entregue à direção do banco público em 30 de julho. 

(SEEB-SP)

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