O Banco Bradesco S. A. terá que pagar uma indenização por danos morais de R$ 250 mil a um empregado que ficou incapacitado para o trabalho e foi aposentado por invalidez, em decorrência de uma lesão por esforço repetitivo (LER). A decisão é da Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TS), que não aceitou o pedido do banco sobre a redução do valor.

O funcionário trabalhava como caixa e registrava, em média, de 250 a 300 autenticações por dia. De acordo com a perícia, os problemas adquiridos pelo empregado (síndrome do túnel do carpo, tendinite do supraespinhoso e tendinite dos flexores do punho) estão relacionados diretamente com as atividades que desenvolvia. No entendimento da Justiça, ficou comprovado a culpa da empresa, que não proporcionou ambiente e condições de trabalho adequadas.

Em sua defesa, o banco alegou que sempre cuidou dos seus empregados, realizando exames periódicos e desenvolvendo programas de prevenção da LER, e pediu a redução do valor da indenização. A empresa interpôs embargos declaratórios, que aguardam julgamento.

Procurado, o Bradesco disse que ‘o assunto está sub judice e o banco não comenta’.

(Extra Online)

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