Trabalhadores buscam avanços na mesa de negociação permanente – Crédito: Seeb Ceará

Em reunião da mesa permanente de negociação com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB),realizada na última quarta-feira (24), em Fortaleza, a Contraf-CUT, federações e sindicatos cobraram novamente a relação dos funcionários afetados por descomissionamentos resultantes do processo de reestruturação em curso no BNB, conforme havia sido definido com a Diretoria Administrativa do Banco em reunião ocorrida no dia 12 de junho.

Os representantes do banco, entretanto, foram categóricos em afirmar que a instituição não iria fornecer à relação, apesar da promessa feita. Diante da negativa, as entidades sindicais orientam que aqueles que se sentirem prejudicados entrem em contato com o departamento jurídico do seu sindicato para tirarem suas dúvidas.

“Nós solicitamos várias vezes essa relação e sempre nos era pedido um prazo maior para que fossem conseguidas todas as informações por parte do banco. Agora, vem essa negativa. Nós queremos apenas acompanhar o processo, o que é nosso dever como representantes dos trabalhadores.

Entretanto, se esse direito nos é negado, vamos proceder de outras formas para que os funcionários não sejam prejudicados”, explica Tomaz de Aquino, coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (CNFBNB), que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco.

Os funcionários do BNB prejudicados com a reestruturação devem ingressar com ações na justiça trabalhista para garantir a incorporação de funções comissionadas exercidas ininterruptamente por dez anos ou mais. 

Concursados 

O superintendente de Desenvolvimento Humano, Alan Teixeira, informou que o BNB está autorizado pelo DEST a ter, até 31/12/13, um total de 6.502 funcionários. Ele ressaltou que acabam de ser convocados 181 concursados dos 199 previstos para serem chamados até o final deste ano. 

“Isso é um exemplo concreto de que a mesa permanente de negociação funciona, pois uma das nossas principais reivindicações é a contratação de mais funcionários e, por consequência, a convocação dos aprovados no último concurso. Isso demonstra ainda que o diálogo estabelecido na mesa de negociação possibilita ainda a disponibilidade do BNB em atender as justas reivindicações dos trabalhadores”, avalia o vice-presidente da Contraf-CUT, Carlos Souza.

O banco informou ainda que o atual concurso vigente, feito para cadastro de reserva, valerá apenas até junho de 2014. A partir daí, será realizado um novo concurso. 

Diante disso, as entidades sindicais reivindicaram que um novo concurso só seja realizado após a convocação dos aprovados no concurso vigente. “Queremos solicitar também que o BNB reivindique junto ao Governo Federal o direito, inclusive, de ampliar o número de contratações, como aconteceu com a Caixa Econômica Federal recentemente”, enfatizou Tomaz de Aquino.

O banco revelou estar autorizado a ter uma dotação de 7.150 funcionários até 2016. Como já conta com 6.487 admitidos do último concurso, restam serem chamados apenas 663 em três anos. “É muito pouco”, ressalta Tomaz. Daí a reivindicação para que o banco amplie essa dotação e diminua o período de convocação para até o final da vigência do último concurso.

Demandas por estado 

Os representantes da Comissão Nacional apresentaram ao superintendente de Logística do BNB, Jeferson Cavalcante, uma série de demandas logísticas em vários estados que vão desde a problemas com ar condicionado até a casos de unidades funcionando em prédios sem condições de atender a demanda.

O Sindicato dos Bancários do Ceará ressaltou problemas na reforma da agência da Av. Bezerra de Menezes e o superintendente informou que a conclusão da obra está prevista ainda para este ano. Além disso, ele informou que o banco está procurando agilizar a inauguração da agência de Caucaia, como forma de desafogar o movimento da Bezerra de Menezes.

Além disso, o banco informou que cobrará dos gestores o uso da verba mensal para pequenas reformas, com o objetivo de minimizar problemas estruturais nas unidades. “Essa postura é importante porque se, em decorrência de uma infiltração, por exemplo, um funcionário fica doente, isso prejudica todo o bom andamento da agência, prejudicando o atendimento à população e o próprio Banco”, analisa Carlos Souza. 
O vice-presidente da Contraf-CUT cobrou ainda informações sobre as mudanças no sistema de informática do BNB, que também tem prejudicado o bom funcionamento das unidades. O Banco deve trazer respostas na próxima reunião.

A Contraf-CUT condenou ainda a postura do BNB em criar em alguns estados, como Maranhão e Bahia, agências voltadas para grandes correntistas, criando assim uma segmentação do atendimento. “O banco deve lutar para crescer mais em todos os lugares e não segmentar o atendimento. Nós condenamos essa postura de um banco de desenvolvimento que deveria ter perfil de proximidade com a população”, avalia Tomaz de Aquino.

CAMED 

As entidades sindicais reivindicaram a reativação da comissão paritária instalada em 2010 e que concluiu projeto de revitalização da Camed. De acordo com os representantes dos trabalhadores, o projeto traz várias sugestões para o revigoramento da caixa e que podem sanar várias pendências da Camed, mas que até hoje não se tem notícia se essas medidas foram ou não implementadas.

Além disso, foi cobrado do bancou a eleição de um representante dos funcionários na direção da Camed. “Os trabalhadores querem participar dos debates da Camed, pois só queremos o bem do plano, de forma a contribuir com a subsistência da nossa Camed. Essas demandas já foram apresentadas várias vezes na mesa de negociação e até hoje não tivemos respostas”, concluiu Tomaz de Aquino. 

Os representantes do banco ficaram de levar as solicitações dos trabalhadores à direção da empresa o mais breve possível.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Ceará

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