Casa ficou destruída com a força da água (Foto: Reprodução/TV Globo)

Uma criança morreu e sete pessoas ficaram feridas após o rompimento de uma adutora da Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae), ocorrido por volta de 4h30 da manhã desta terça-feira, 30, nas imediações da Estrada do Mendanha, na altura do número 4.500 do bairro de Campo Grande, na zona oeste do Rio. Isabela Severo da Silva, de 3 anos, foi resgatada desacordada e colocada num bote, onde os bombeiros tentaram reanimá-la. Ela deu entrada no Hospital Estadual Rocha Faria com parada cardiorrespiratória e não resistiu.

Bombeiros que chegaram ao local logo depois do acidente contaram que o jato de água atingiu uma altura de 20 metros. Carros e casas foram destruídos e a área, localizada em uma baixada, ficou alagada.

Quatro feridos leves foram atendidos no local e liberados. Outras três pessoas foram encaminhadas ao hospital com escoriações. São elas: Daniel de Oliveira, de 29 anos; Ana Paula dos Santos Oliveira, de 32; e sua filha, Lavínia dos Santos Moura, de 8. Marido de Ana Paula, o mecânico Agilson da Silva Serpa, de 42 anos, contou que a família estava dormindo no segundo andar de casa quando, por volta das 6 horas, ouviu um forte barulho.

“Era um barulho de água batendo na telha. Pensei que fosse uma chuva forte, mas a força da água começou a arrancar as telhas de casa e a derrubar as paredes da frente. Corremos para os fundos, até que um jato forte nos arrastou para a rua, do segundo andar. Por sorte, a rua já estava inundada, o que amorteceu a queda”, explicou o mecânico, que mora na Rua Projetada A, transversal à Estrada do Mendanha. Além dele, da esposa e da enteada, o cunhado também estava em casa e sofreu ferimentos leves.

De acordo com Serpa, a tubulação da Cedae estourou num trecho que passa num terreno onde havia um matagal, por onde recentemente foram feitos trabalhos com uma retroescavadeira. “Parece que vão construir uma firma no local, mas não tenho certeza”. A Cedae já interrompeu totalmente o fornecimento de água para a região; porém, um trecho da Estrada do Mendanha e ruas transversais permanecem inundadas. A Light também interrompeu o fornecimento de energia elétrica na região. Bombeiros utilizam barcos e ambulâncias no socorro às vítimas. Um helicóptero dá apoio à operação.

De acordo com o diretor de operações da Cedae, Jorge Briard, a companhia “assumirá integralmente todos os danos que precisarem ser reparados”. Ele garantiu que os desalojados serão abrigados em hotéis, com todos os custos pagos, até que suas casas sejam reparadas. “Nosso principal foco é atender as pessoas na verificação de suas perdas materiais”, afirmou em entrevista à Globonews.

Ele informou que um equipe já está no local fazendo o mapeamento dos danos e reconstruindo a adutora. A água, segundo ele, já foi distribuída para outras tubulações e a previsão é que o abastecimento na região seja normalizado entre a noite desta terça-feira e a manhã desta quarta.

Briard afirmou que não tem informações de outros acidentes da mesma magnitude na área. “Não é recorrente. Essa tubulação em especial não tem histórico de vazamento de grande porte. Mas é uma tubulação que trabalha sobre pressão”, explicou. “Pela experiência e pelo que eu vi, foi um acontecimento pontual.”

COLABOROU FELIPE TAU, o Estado de SP

 

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