Em uma decisão no mínimo inusitada, o Legislativo da Costa Rica aprovou por acidente nesta semana o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Os congressistas fizeram uma alteração no artigo 242 da “Lei dos Jovens”. Eles não perceberam, no entanto, que o texto anterior previa que o “casamento era um direito reconhecido apenas na relação entre homens e mulheres”.

A lei aprovada diz agora que o país deve garantir “o direito de reconhecer qualquer cidadão sem nenhuma discriminação contrária aos direitos humanos”.

Ao ver que tinham se equivocado, a ala conservadora do Congresso correu para tentar anular a decisão. Eles pedem agora à presidente Laura Chinchilla para que não sancione a nova lei.

O congressita Manrique Oviedo conversou com Chinchilla, dizendo que foi “enganado” e acabou “cometendo um erro” no momento da votação, afirma o jornal La Nacion. Já o conservador Justo Orozco do foi além, dizendo que “não se pode conceder direitos para quem não merece”.

José Maria Villalta, congressista e membro dos movimentos sociais costa-riquenhos, afirmou que os seus companheiros do Congresso não perceberam o texto “pelo simples fato de não ter lido a nova lei”. Ele afirma que, sem querer ou não, agora o país abriu um debate acerca do assunto e “deve aproveitar a ocasião para ampliar os direitos civis para gays”.

Opera Mundi e Huffington Post

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