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A confusão entre manifestantes e policiais no Terreirão do Samba, no Centro do Rio, começa a diminuir. A maioria dos manifestantes já se dissipou e, mas ainda há muitos policiais do Batalhão de Choque na região. Um grupo de manifestantes que invadiu o Terreirão, ateou fogo às barracas de lonas e agrediu enfermeiros e médicos e socorristas, que fugiram do local. O enfermeiro Francisco de Assis Pereira, de 41 anos, acompanhou a confusão:

– Eles quebraram tudo. Invadiram e colocaram fogo. Usavam pedras. A gente estava se protegendo, esperando a multidão se dispersar. Quebraram duas ambulâncias.

Os manifestantes arrancaram as grades e portões do Sambódromo para impedir a passagem da polícia.

O caveirão do Batalhão de Choque abriu o caminho entre os manifestantes no viaduto na altura do Terreirão, no sentido Santo Cristo. Os policiais deram tiros de balas de borracha para dispersar os manifestantes. A Avenida Presidente Vargas continua interditada e há vários focos de incêndio, em lixeiras e cones.