É indecente a premiação que alguns diretores do Banco Itaú ganharam, a título de gratificação. É indecente se não fosse a realidade vivida pelos bancários do banco, que sofrem com salários apertados, demissões, corte de empregos, falta de funcionários nas unidades, metas inatingíveis e condições precárias de trabalho.  

 

São pouco mais de 15 diretores, que ganharam, em média, R$ 9,05 milhões. Isso significa que cada diretor ganhou, em média, RS 754,416 mil por mês, o que representa 234 vezes a mais do que ganhou o bancário que recebe o piso salarial da categoria, segundo comparação feita pelo Dieese. Esse funcionário, para acumular o que um diretor ganhou num único mês, precisaria trabalhar 19 anos e meio, conforme projeção do Dieese.

 

“Esse profundo abismo que separa a remuneração dos bancários e a dos altos executivos dos bancos é indecente e deixa indignados os trabalhadores, pois se trata de uma tremenda injustiça e uma concentração da renda”, afirma o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

 

O BANCO QUE MAIS DEMITIU EM 2012

 

O Itaú foi o banco que mais demitiu no Brasil em 2012. A instituição fechou 7.935 postos de trabalho, uma redução de 8,08% de seu quadro funcional. Desde março de 2011 até dezembro do ano passado, o banco eliminou 13.699 empregos. E no primeiro trimestre de 2013, cortou mais 708 vagas. Enquanto isso, o lucro líquido recorrente do Itaú foi recorde no ano passado e atingiu R$ 14,043 bilhões.

 

Fonte: CONTRAF/CUT

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