Nesta terça-feira, 11/6, que seria o sétimo dia de paralisação da Loja de Atendimento do Itaú, em Fortaleza, o Sindicato dos Bancários do Ceará realizou um ato para protestar contra o Interdito Proibitório solicitado pelo banco na Justiça do Trabalho para frear o movimento paredista. O protesto mostrou à população a falta de senso do Itaú ao deixar funcionar uma loja para fazer negócios, sem as mínimas condições de segurança.

O Itaú solicitou a intervenção da Justiça do Trabalho, por meio de um Interdito Proibitório, para impedir que os bancários fechem as portas da loja que funciona num dos pontos de maior circulação de turistas da capital cearense. “O interdito não tem nada a ver com nosso movimento, mas o banco conseguiu convencer a Justiça, que concedeu o interdito.

“Que postura é essa da Justiça?”, questionou Aléx Citó, diretor do Sindicato e funcionário do Itaú. “Essa mesma Justiça do trabalho deveria obrigar o Itaú a instalar portas giratórias, garantir vigilância armada e a cumprir a lei do Estatuto de Segurança Bancária”, denuncia o dirigente sindical.  Os bancários esclareceram a população sobre o motivo da manifestação e da paralisação da loja do Itaú, na Avenida Monsenhor Tabosa desde quarta-feira da semana passada, dia 5/6.

Os bancários, mesmo discordando do interdito, cumprem as ordens da Justiça. Mas não irão desistir de apontar as falhas na segurança das unidades do Itaú, assim como em outros bancos. “O banco tenta nos calar, mas vamos continuar a luta por mais segurança e melhores condições de trabalho”, afirmou Iêda Marques, diretora do Sindicato e funcionária do Itaú.

(SEEB-CE)

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