Leonardo Santos vem de derrota na segunda edição brasileira do reality show The Ultimate Fighter (TUF) e ainda é pouco conhecido no MMA, mas já começou a viver dias de celebridade ao se classificar para a final do programa. Nesta segunda-feira, por exemplo, ele foi até impedido por uma assessoria de imprensa de conceder breves entrevistas após evento do Ultimate Fighting Championship (UFC). 

“Estou bem tranquilo quanto à fama”, sorriu Léo, que ficou ainda mais calmo depois de avançar à final do TUF contra William Patolino, em card que será disputado no sábado, em Fortaleza. A vaga só foi confirmada porque o argentino Santiago Ponzinibbio, seu algoz nas semifinais, fraturou a mão e não conseguiu se recuperar a tempo de participar da decisão. 

“Foi meio que em cima da hora que me chamaram, pois estavam dando tempo para o Santiago se recuperar. Quando me informaram, nem pensei se o Patolino já vinha treinando forte ou estava de férias”, comentou, entusiasmado. “Lembro que, quando acabou a minha luta com o Santiago, fomos os dois para o hospital. Estávamos nos xingando, em tom de brincadeira: ele me chamando magrelo, e eu falando que ele era boludo. Depois, quando eu estava botando gelo no olho, ele me disse que teria de operar”. 

Santiago não foi o único a perder a chance de disputar o título do TUF por problemas clínicos. “Tivemos muitas lesões no programa. Essa foi a parte mais triste. Por mais que sejamos adversários… Por exemplo, não é legal você ver um (Luiz) Besouro, que está há anos batalhando como motoboy, perder a sua oportunidade desse jeito. É chato”, lamentou Léo. 

Para os técnicos Rodrigo Minotauro e Fabrício Werdum, a intensidade dos treinamentos provocou muitas das contusões dos atletas participantes. Léo Santos sofreu menos, uma vez que estava acostumado a competir uma categoria acima e não precisava se esforçar tanto para emagrecer até pelo menos 77 kg. 

“O lado bom disso era que eu podia comer à vontade. Todo o mundo ficava tristinho para emagrecer, enquanto eu estava amarradão”, disse, sem saber se mudará de categoria no futuro. “É uma coisa para eu pensar depois, conversando com o meu técnico. Preciso ver se o UFC libera. Mas devo olhar isso com carinho, pois tenho uma boa altura (1,85m) e perco peso rapidamente.” 

Léo Santos teve outras dificuldades no TUF – além da batalha que travou (e perdeu) com Santiago Ponzinibbio, considerada a melhor luta do reality show. “O peso não me incomodava, pois se tratava de uma oportunidade de ouro, que não dava para deixar de lado. O ruim mesmo era a distância da família. Na primeira semana, eu me trancava no banheiro para chorar por causa disso. Tenho um filho de três anos, uma idade linda, que está aprendendo a rezar. Por telefone, rezávamos juntos. Ele me falava: ‘Eu te amo, pai, e mete a porrada’. Já estou criando um psicopatinha”, brincou o finalista.

(Gazeta Esportiva)

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