Neste domingo (2), acontece a Parada Gay em São Paulo. A parada da capital paulista já é considerada o maior evento do gênero do mundo.  Para este ano, são esperados 4,5 milhões de pessoas.

O número, gigante, é apenas uma pequena parte dos turistas que visitam São Paulo todo os anos. Um batalhão de turistas chega a São Paulo todos os dias. Eles têm interesses variados e vem  participar de feiras, congressos, seminários. Não são apenas os negócios, porém, que movimentam o turismo da cidade.

Pelas contas da prefeitura de São Paulo, no ano passado, os 17 maiores eventos realizados na cidade receberam mais de 14 milhões de pessoas. A maioria veio para a Parada Gay. A Virada Cultural, com 4 milhões, está em segundo lugar, e a festa de ano novo na Paulista, com 2 milhões, em terceiro. 

Essa gente gasta muito. O Salão do Automóvel movimentou R$ 258 milhões, a Fórmula 1, R$ 240 milhões,  e a Parada Gay, R$ 188 milhões.  Esses gastos incluem hospedagem, alimentação,  transportes pela cidade, lazer e compras.

No domingo, a Avenida Paulista vai ser o centro das atenções ao reunir participantes e simpatizantes da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas. Gays, Bissexuais e Transexuais). Um hotel especializado em atender o público gay está com todos os leitos ocupados. O dono explica que o diferencial está no atendimento.

Os funcionários são treinados a ajudar os clientes com elegância e discrição, dando orientações de passeios, atividades culturais e compras.  “O movimento não é só hotel, é do comércio em geral: casa noturna, bar, restaurante”, diz Sérgio Luiz Pereira, proprietário do hotel.

A maioria dos hotéis de São Paulo está com a taxa de ocupação lá em cima, e os turistas também vão às compras.  Na véspera da Parada do Orgulho Gay,  as maquiagens coloridas e cheias de brilho da 25 de Março fazem sucesso.  Há compras para todos os bolsos, e opções de cultura e gastronomia para todas as preferências.

“Nesse momento, se você for escolher peça de teatro, há cem peças para escolher. Pode ir a um restaurante às 5 da manhã que tem aberto, se quiser pizza. São poucas cidades no mundo em que isso acontece”, Leonel Rossi Jr., vice-presidente da Abav Nacional.

(G1 Jornal Hoje)