O ex-deputado federal Ciro Gomes (PSB) tem compreensão das dificuldades do seu grupo de político – partidário frente ao debate público negativo nos meios de comunicação de massa ( Televisão, Rádio, Jornal, Mídia Social). Ciro Gomes já antecipou uma ofensiva midiática que era somente prevista para o próximo ano; com intuito de dividir o campo eleitoral cearense em dois grupos: o continuísmo administrativo-político e o anti–irmãos Gomes.

 

O governador Cid Gomes (PSB) já montou o maior condomínio político–administrativo dos últimos vinte anos, com quase todas as forças políticas. Somente as cúpulas partidárias do PR e do PSDB estão entre os grandes partidos que não fazem parte do guarda–chuva eleitoral dos irmãos Gomes. O senador Eunício Oliveira e o Partido do Movimento Democrático Brasileiro são os maiores aliados do Partido Socialista Brasileiro, mas possuem bons transitos entre os grandes partidos de oposições: PR e o PSDB.

 

O pré–candidato peemedebista tem a noção de que o ex–deputado federal Ciro Gomes vai impor um nome do PSB e do PT da ala sobralense para a chapa majoritária do Governo do Ceará, no próximo pleito eleitoral. A guerra fria entre essas duas lideranças expressam suas diferenças nos bastidores, nunca no espaço público da imprensa.

 

 

O PMDB deverá ser à força de centro do tabuleiro político– eleitoral na sucessão estadual do próximo ano. Surge como principal aliado do PSB na cabeça da chapa majoritária ao Governo estadual. Por outro lado, também poderia atuar como líder de uma frente partidária das oposições, em caso de rompimento, com os irmãos Gomes. A principal meta do ex–governador Ciro Gomes é antecipação de um racha interno na base partidária do atual chefe do executivo estadual.

Quase não existe uma oposição unida na área do campo partidário, por outro lado, começa a surgir uma frente oposicionista de lideranças individuais ( Tasso Jereissati, Luzianne Lins, Roberto Pessoa, Lúcio Alcântara, Capitão Wagner) com atuação política na esfera pública midiática da Sociedade Civil, pois os ataques são individuais, já os discursos são quase uniformes. O palco do confronto com os irmãos Gomes não é no espaço público do legislativo estadual, e sim, a visibilidade pública dos meios de comunicação de massa. A construção de uma opinião publica negativa é a principal missão desse grupo de interesse anti–irmãos Gomes na continuação do poder local.

 

O irmão mais velho do atual governador não atacou os seus adversários, com um ataque pessoal ao vereador Capitão Wagner (PR), apenas uma contraofensiva verbal a esse grupo de pressão que orquestra um debate na área de segurança pública através das redes sociais com repercussão nos principais veículos de comunicação.

 

A opinião pública negativa já foi construída com maestria nos últimos dois meses, com pouco poder de reação nos meios de comunicação institucional do Governo estadual, num reflexo claro de paralisia desse órgão no espaço público abstrato das mídias sociais ( Facebook, Twitter).

 

 

Blog do Eliomar de Lima

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