Fortaleza tem 2.452.185 de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e, destes, aproximadamente 14% são beneficiários do Programa Bolsa Família. No último mês de abril, 190.413 famílias receberam o benefício na Capital, o que equivale a R$ 26.005.901. A média de valores recebidos por família é de R$ 136,65. 

O trabalho consiste em três eixos: a transferência de renda direta, o acesso a serviços de assistência social e a inclusão produtiva. Quem explica é o secretário municipal do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Cláudio Ricardo, responsável pela gestão do Programa em Fortaleza. “Todo o nosso trabalho é no sentido de gerenciar o Cadastro Único, tirar aqueles que já não atingem mais o perfil e incluir aqueles que necessitam entrar no programa. É o Cadastro Único que permite ao sistema do MDS atualizar as pessoas que recebem o Bolsa Família”, descreve o secretário.

De acordo com ele, de junho de 2011 (início do Programa Brasil sem Miséria) a março de 2013, houve diminuição de 0,37% no total de famílias beneficiárias do Bolsa Família. “É um trabalho de longo prazo. Sempre vai haver pessoas que precisam de ações protetivas. Mas aqueles que têm vulnerabilidade em função da renda, da educação, saúde, com a evolução do programa e melhorias das condições socioeconômicas do, país tendem a deixar o programa”.

Questionado sobre as fragilidades na fiscalização, Ricardo afirma que o programa é autodeclaratório e os beneficiários têm prazo de dois anos para atualizar seu cadastro, sob risco de suspensão. Em caso de denúncia, é feita diligência para apuração e, se for confirmada, o benefício é suspenso.

(LG, O Povo Online)

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