São Paulo – O Banco do Brasil apresentou lucro líquido de R$ 2,6 bilhões no primeiro trimestre do ano, crescimento de 2,2% em um ano, desempenho que corresponde a uma rentabilidade de 17,4%. Em doze meses (de março de 2012 a março de 2013) cresceu 25,6% a carteira de crédito ampliada do banco, atingindo R$ 592,7 bilhões. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira 15.

Apesar do aumento das operações de crédito, a instituição pública cortou 517 postos de trabalho entre janeiro e março, interrompendo o processo de aumento de vagas do ano passado. Assim, o saldo de empregos em um ano foi de apenas 261 funcionários a mais, atingindo o total de 113.665.

“O crescimento das operações de crédito é resultado da política acertada de redução das taxas de juros, e é bom para o país. Mas o Banco do Brasil continua errando ao não valorizar seus funcionários. E faz isso cortando empregos ao invés de contratar; adotando de forma unilateral um novo plano de funções que reduziu o salário de alguns comissionados em 16% e que prejudicou todos os comissionados na promoção por tempo e por mérito, já que transformou o valor de referência das comissões, que era o piso, em teto. E ainda tem assédio moral, práticas antissindicais e metas sem critérios. Nas agências de varejo, 20% das metas dependem de cada carteira e os gerentes reclamam que quando estão chegando lá, as metas aumentam ainda mais e desmotivam a todos”, critica o diretor executivo do Sindicato Ernesto Izumi.

O dirigente destaca a postura autoritária da direção. “O Sindicato quer é que o banco tenha uma gestão onde os funcionários possam participar e na qual a diretoria negocie com os trabalhadores.”

Crescimento – O lucro líquido ajustado – que não leva em consideração receitas ou despesas extraordinárias – alcançou R$ 2,7 bilhões entre janeiro e março. Desconsiderando a Previ (caixa de previdência dos funcionários), o lucro líquido da instituição foi de R$ 2,4 bi, acréscimo de 7,8% sobre o primeiro trimestre do ano passado.

As receitas de operações de crédito ficaram praticamente estáveis (-0,7%) em relação aos primeiros três meses de 2012. Isso porque a redução das taxas de juros do BB – iniciada em abril de 2012 com o programa Bom pra Todos – foi compensada em parte com o aumento do volume de empréstimos concedidos pelo banco. Em relação a dezembro de 2012, a expansão foi de 2,1%.

Tarifas – As receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias chegaram a R$ 5,5 bilhões apenas no primeiro trimestre deste ano, elevação de 6,7% ante os primeiros três meses de 2012. Essas receitas cobrem em 121% o total de despesas com pessoal.

Despesas – Apesar da leve queda de 0,7% nas receitas de operações de crédito, as despesas de intermediação financeira – influenciadas pela Selic, também em ritmo de queda – caíram mais ainda (-13,8%), principalmente a despesa de captação (-16,1%) e as despesas de PDD (-8,3%).

A inadimplência acima de 90 dias também caiu, encerrando março de 2013 em 2%, patamar bem inferior ao verificado no Sistema Financeiro Nacional, que atingiu 3,6% no mesmo período.

Os ativos totais do BB superaram R$ 1,18 trilhão em março de 2013, o que representou expansão de 16,8% sobre março do ano passado.

(FETEC SP)

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