O gerente geral da agência Santa Rosa (RS) do Santander, Antônio Ricardo Terra Fabrício, de 49 anos, morreu na madrugada de terça-feira (14) após ter sofrido um infarto do miocárdio em sua residência. Ele tinha 28 anos de banco e deixa esposa e uma filha.

 

O trabalhador tinha marcado para a manhã desta quarta-feira (15) uma reunião com o Sindicato dos Bancários da região, pois se sentia pressionado, tinha medo de ser demitido e já estava próximo de sua aposentadoria. 

 

O Santander está matando os seus funcionários

Não é nenhuma novidade a forma como os bancos se relacionam com seus trabalhadores. O Santander, para melhorar sua posição no ranking do lucro dos bancos privados, está passando da conta. Para melhorar o rendimento financeiro, a lógica do capital é agredir o mercado, mas o Santander inverteu essa ordem e está agredindo seus funcionários.

 

As relações de trabalho se traduzem por cobranças sistemáticas e agressivas, por vezes desrespeitosas e intimidatórias, que machucam e destroem os trabalhadores. Essa prática assediosa tem o nosso repúdio e merece ser protestada, por todas as formas. Esta situação incômoda está deixando muitos trabalhadores apreensivos e temerosos e, para aumentar o terror, o banco retoma sua política de demissões.

 

A dor desta família (esposa e filha) com certeza nada pagará, mas a ganância dos banqueiros espanhóis com certeza não se importará. A ânsia de levar bilhões aos cofres estabelece metas e ritmos de trabalho absurdos e desumanos, que levam muitos bancários a doenças ocupacionais e em alguns casos para a morte.

(Bancários Santos)

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