A morte do humorista Francisco Igor, o “Picolina”, será investigada pela Divisão de Homicídios, em Fortaleza. De acordo com o titular da unidade, delegado Franco Pinheiro, a decisão foi tomada devido à impossibilidade de verificar de imediato a causa da morte. “Até que tenhamos o laudo da perícia, o será encaminhado pela [Divisão de] Homicídios”, disse.

O corpo de “Picolina” foi encontrado em avançado estado de decomposição, dentro de casa, no Bairro Barra do Ceará, em Fortaleza, na noite desta quarta-feira (15). A polícia acredita que o humorista estava morto há pelo menos dois dias e a hipótese de homicídio não foi descartada, já que foram encontradas várias marcas de agressão no corpo da vítima.

“[Dentro da casa] móveis e roupas desalinhados, jogados ao chão. Como se tivesse havido uma luta. E a vítima com o pescoço enrolado numa rede”, destacou o perito Lima Júnior, que acompanha o caso. Francisco Igor, de 34 anos, morava no local há menos de um mês.

Amigos e família

Na manhã desta quinta-feira (16), o cunhado do humorista esteve na residência recolhendo os objetos pessoais. Ele achava que o humorista estava no interior do estado e foi surpreendido com a visita da família. “A gente tinha combinado de passar o dia das mães no interior, só que não deu pra gente ir. A gente pensava que ele estava lá. Ontem a noite [quarta-feira, 15] chegou a viatura falando que ele tinha se enforcado, mas depois vimos que não foi isso”, conta.

Amigo e companheiro de trabalho, o palhaço Jair Leitão da Silva, foi um dos últimos a ver “Picolina” com vida. “A última vez que o vi foi sexta-feira (10). Ele passou em casa, falou comigo, nós fizemos a gravação do CD juntos, depois não o vi mais”, afirmou. A dupla preparava um CD de músicas humorísticas.

O caso
O corpo do artista foi encontrado após os vizinhos se sentirem incomodados com o mau cheiro que partia da casa. Alguns decidiram entrar na casa pelo telhado e, após descobrir sobre a morte, acionaram a polícia na tarde de quarta-feira.

(G1 Ceará)

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