A Orquestra Filarmônica Juvenil Doutor Edvaldo Moita de Tianguá corre o risco de encerrar suas atividades por falta de recursos. Para evitar que isso ocorra, a Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará, por meio de seu vice-presidente Ricardo Bacelar, oficiou ao prefeito e ao secretário de Cultura do município respectivamente, Jean Azevedo e Francisco Albery Nogueira Nunes, solicitando que seja mantido o apoio financeiro.

Há 12 anos, a Prefeitura repassa verbas à Sociedade Musical Tianguaense (Somut), que criou e mantém a orquestra. A atual gestão municipal, no entanto, não renovou o convênio no valor de R$ 7.800,00, o que comprometerá o trabalho social desenvolvido pela entidade. “O projeto é da maior importância para a região, pois trabalha com crianças carentes”, observou Ricardo Bacelar, que tenta sensibilizar os gestores a continuarem apoiando a Somut, portanto, a orquestra filarmônica, apontada como um dos melhores projetos fundamentais na formação de cidadãos em todo o Estado.

O maestro e pianista João Carlos Martins se solidarizou e declarou apoio à iniciativa da OAB-CE para que retornem as verbas à Orquestra Filarmônica de Tianguá. No encontro com Ricardo Bacelar, o maestro declarou: “essa luta também é minha”.

Fundada em 1985, a Sociedade Musical já formou mais de 4 mil crianças e adolescentes, de seis a 16 anos, a maioria em situação de risco, e é conhecida por promover eventos em todo o Brasil e países da América Latina.

(Diário do Nordeste)

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