Maracanã - Foto: Carlos Eduardo Cardoso / Agência O Dia
Maracanã – Foto: Carlos Eduardo Cardoso / Agência O Dia

O consórcio integrado pelo grupo IMX, do bilionário Eike Batista, venceu a licitação para a administração do Estádio do Maracanã pelos próximos 35 anos. O Consórcio Maracanã, que conta ainda com a Odebrecht e a AEG, obteve o primeiro lugar, com 98,26 pontos, deixando para trás o consórcio Complexo Esportivo e Cultural do Rio de Janeiro, composto pela Construtora OAS, a Stadion Amsterdam e a Lagardère Unlimited , que obteve 94,4624 pontos.

O resultado, no entanto, só será ratificado depois da abertura da documentação de habilitação do consórcio classificado em primeiro. Isso ocorrerá no dia 9 de maio. “Somente após o julgamento dos documentos e esgotada a fase de recursos será anunciado o vencedor da licitação”, informou a Casa Civil do Rio, por meio de nota.

O consórcio de Eike Batista tinha apresentado a proposta de maior valor financeiro para obter a concessão do estádio. Foram oferecidos R$ 181,5 milhões, em 33 parcelas de R$ 5,5 milhões anuais.

Já o grupo rival na disputa propôs o pagamento de R$ 155,1 milhões, divididos em 33 parcelas de R$ 4,7 milhões por ano. O edital prevê que o consórcio vencedor terá que pagar, pelo menos, R$ 4,5 milhões por ano pela concessão do estádio que vai sediar a final da Copa do Mundo 2014.

O valor financeiro teve peso de 40% da proposta, enquanto a parte técnica representou 60%. O concessionário do Maracanã terá que investir ainda pouco mais de R$ 594 milhões em adequações no complexo esportivo, que incluem a derrubada do estádio de atletismo Célio de Barros e do Parque Aquático Julio Delamare, e a posterior construção desses equipamentos em um local próximo.

O governo do Rio estima que o consórcio vencedor poderá ter retorno do investimento em até 12 anos. A projeção é que o concessionário possa ter receitas anuais de R$ 154 milhões, diante de despesas que podem beirar os R$ 50 milhões.

(Jornal do Brasil Online)

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