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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou nesta quinta-feira (11) que não tem responsabilidade para aplicar qualquer punição ao governador do Ceará, Cid Gomes, pelo “passeio” na pista do aeroporto da Bahia que atrapalhou dois voos, em novembro de 2012. O relatório apurado pela sindicância da Anac será enviado para compor Inquérito Civil Público, aberto pelo Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria da República na Bahia.

A Anac investigava o desembarque de passageiros e a manobra de um avião fretado pelo governador Cid Gomes na pista do aeroporto de Salvador, que resultou na suspensão de pousos e decolagens por cinco minutos. Segundo resultado da sindicância da agência, não houve qualquer responsabilidade no epsódio por parte dos pilotos da aeronave.

“Não houve irregularidades cometidas pelo comandante da aeronave e pelo operador aéreo, agentes do setor a quem cabe à ANAC fiscalizar. Nesse caso, portanto, não foi comprovada nenhuma irregularidade cometida por um agente da aviação”, diz a Anac, em nota.

“Sobre a conduta dos passageiros, não existe previsão regulamentar que permita o enquadramento da questão no Código Brasileiro de Aeronáutica (CBAer), diz a nota, em outro trecho.

O caso
De acordo com a Anac, uma aeronave Cessna Citation operada pela empresa Táxi Aéreo Fortaleza (TAF), procedente de Fortaleza (CE) e fretada pelo governo do Ceará pousou no aeroporto às 13h17, e após taxiar, dois passageiros, entre eles Cid Gomes, desembarcaram e seguiram andando pela pista em direção à Base Aérea de Salvador. Com o tráfego dos dois passageiros, uma aeronave da empresa Avianca arremeteu voo e uma outra, da Gol, teve procedimento de voo abortado.

(G1 Ceará)