racionamento

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) anunciou nesta quinta (28) a adoção de racionamento de água a cada 24 horas, a partir da semana que vem, em pelo menos 30 municípios cearenses castigados pela pior seca dos últimos 40 anos no Nordeste. 

A reunião que decidiu pelo racionamento foi comandada pela Agência Nacional de Águas (ANA), que, a pedido da presidente Dilma Rousseff, vem debatendo o assunto nos Estados nordestinos. O encontro, que serviu para avaliar os sistemas de abastecimento em todo o Ceará, teve a participação do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), do Serviço Ecológico do Brasil, Fundação Nacional de Saúde, Secretaria de Desenvolvimento Agrário e Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará. 

O racionamento será por tempo indeterminado. Segundo o Comitê Integrado de Combate à Seca do Estado, o nível de armazenamento de água no Ceará hoje está abaixo de 25% da capacidade. Nas cidades onde haverá racionamento, a Cagece informou que vai orientar para um consumo responsável, com restrições ao fornecimento. 

A proposta aprovada é que o racionamento funcione em ciclos de 24 horas – um dia com água e outro sem, sucessivamente. A restrição no fornecimento de água tratada vai atingir de imediato os moradores das zonas urbanas de cidades da Região dos Inhamuns e do Sertão Central. 

Outras localidades também estão sob ameaça de racionamento, como a região metropolitana de Fortaleza. Ontem, quase 3 milhões de usuários já ficaram sem abastecimento em Fortaleza, Maracanaú, Eusébio e parte de Caucaia, para que a Cagece pudesse executar serviços de manutenção na estação de tratamento que abastece essas quatro cidades. 

A população foi orientada a reservar água em baldes para as atividades domésticas. Durante a suspensão do abastecimento, a Cagece pede que a água seja consumida de forma racionada.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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