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O programa humorístico CQC exibiu nesta segunda-feira, 25, reportagem realizada no mês passado no Hospital Regional Norte, em Sobral (a 250 km de Fortaleza). A matéria destaca o funcionamento “meia boca” da unidade e a queda da marquise na obra recém-construída, além do show de Ivete Sangalo, ao custo de R$ 650 mil, no evento de inauguração.

Questionado pelo repórter se não acredita que o valor do cachê da cantora baiana não foi alto demais, o diretor do hospital, Henrique Javi, responde: “É igual a acreditar em Deus. É fato (o valor cobrado por ela). Não precisa de crença para tal”. Em seguida, o repórter provoca: “Se for inaugurar um hospital maior, tem como trazer o U2?” Javi responde que considera boa a ideia. No fim da matéria, dirigindo-se ao governador Cid Gomes (PSB), o repórter pede: “Se um dia vocês forem chamar o U2, me chama também”.

Ao responder sobre a queda da marquise, em fevereiro, Cid admite o problema. “Claro que não é normal. Não é comum. Episódio hiperdesagradável”. Ele destaca que providências foram tomadas e que o Estado não terá custos adicionais. Já sobre o cachê pago a Ivete, ele defendeu a iniciativa. “Vai ter gente que critica e eu respeito quem critica”.

No início da matéria, o repórter tenta ser atendido no hospital, mas é impedido de entrar. “Você é folgado, eu vou lhe empurrar”, diz um funcionário.

O procurador da República Oscar Costa Filho é ouvido pelo programa e critica e considera pior que o dinheiro para o show tenha saído da Casa Civil do que se tivesse sido da Saúde. “Governantes estão usando a saúde para fazer show da Ivete”, disse.

 Redação O POVO Online