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A Câmara Municipal de Fortaleza aprovou nesta quarta-feira (13) uma ação de repúdio à eleição do pastor Marcos Feliciano para presidir a Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados. A eleição de Feliciano foi dada em meio a polêmicas de grupos de minorias que dizem não ser representados pelo pastor.

Antes de ser eleito presidente da comissão, Feliciano havia escrito em redes sociais que o continente africano é “amaldiçoado”. O pastor também desagrada grupos homossexuais por ser contra o casamento de pessoas do mesmo sexo. Segundo o presidente da comissão, a posição contra o casamento gay tem como base a Constituição Federal.

A proposta do repúdio à eleição de Feliciano havia sido apresentada na terça-feira (12), pelo vereador Ronivaldo Maia (PT). A matéria foi retirada de pauta após resistência da bancada do PSC na Câmara de Fortaleza, composta por quatro vereadores.

Além dos quatro vereadores do PSC, votaram contra o ato de repúdio Antônio Henrique (PTN) e Joaquim Rocha (PV). Os vereadores do PT ePSOL usaram a tribuna para defender a saída de Marco Feliciano da presidência da comissão

Nesta quarta-feira, durante primeira da sessão da comissão com o novo presidente, o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) pediu “desculpas” às pessoas que se sentiram ofendidas por declarações que ele fez no passado.

Desde que foi indicado para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Feliciano é alvo de protestos por conta de declarações polêmicas sobre homossexuais e sobre o continente africano publicadas em sua conta no Twitter, em 2011.

(G1 Ceará)