Imagem com a inscrição "Habemus Papam Franciscum", no site do Vaticano

Até o Vaticano ficou em dúvida sobre como chamar o novo papa: Francisco ou Francisco I? Logo que Jorge Mario Bergoglio foi eleito, a Santa Sé divulgou em sua conta no Twitter a frase “Habemus papam Franciscum”. Mas uma das primeiras notícias no site oficial do Vaticano falava em Francisco I.

Depois da confusão, o porta-voz da Santa Sé, o padre Federico Lombardi, procurou a imprensa. Segundo ele, o cardeal responsável pelo anúncio oficial, Jean-Louis Tauran, disse somente Francisco. O nome também será grafado sem o numeral romano nos documentos oficiais, afirmou o padre. A informação é daAssociated Press, divulgada no site do Estado de S. Paulo. E uma fonte do Vaticano, consultada por ÉPOCA, confirmou que o nome do novo papa é apenas Francisco.

Em entrevista ao portal Terra, Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), disse que cabe unicamente ao pontífice a escolha do nome que representará seu papado. Foi o que ocorreu com João Paulo I – ele preferiu usar o numeral.

Na edição de quinta-feira (14) do Observatório Romano, o jornal do Vaticano, deve ser publicado o primeiro documento oficial com a assinatura do novo pontífice. A expectativa, de acordo com o que foi divulgado até agora pelas fontes oficiais, é de que se confirme a assinatura “Francisco”, sem o numeral romano (I).

Na história da Igreja, nenhum outro pontífice havia usado o nome escolhido por Bergoglio. A última vez que alguém optou por uma denominação inédita foi em 1978, com a eleição de João Paulo I. Fora ele, há mais de mil anos papas não inovavam nos nomes.

(Época Online)