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No próximo sábado, em quase 3.000 lojas maçônicas pelo país, os maçons que ostentam o título de “mestre” do Grande Oriente do Brasil, que é o maior ramo da maçonaria brasileira, irão escolher seu próximo soberano grão-mestre geral.

A maçonaria costuma ser definida pelos próprios maçons como um clube que reúne “homens livres e de bons costumes”, patrióticos e engajados em promover os princípios do lema “liberdade, igualdade e fraternidade”. Os rituais secretos são feitos em templos decorados com imagens celestes, falsas colunas gregas e símbolos do zodíaco. Lojas são os grupos fixos de maçons que se reúnem para os rituais. Dentro da ordem há várias designações, usadas conforme o status do filiado: chanceler, guardião, soberano, venerável, eminente e sapientíssimo são algumas delas.

Em certos locais, maçons são reconhecidos pelo engajamento em ações filantrópicas. No senso comum, levam a fama de homens influentes e misteriosos. Mas no imaginário popular são uma sociedade misteriosa, secreta e tal. Mas são uma das mais poderosas entidades entidades filantrópicas.

Na eleição do Grande Oriente do Brasil, o candidato mais conhecido é o senador Mozarildo Cavalcanti, do PTB de Roraima. Ele é deputado da Assembleia Federal Legislativa da entidade. “Sou o único brasileiro deputado e senador ao mesmo tempo”, gosta de repetir. Concorre pela terceira vez, perdeu em 1993 1998.

Outro candidato é o atual grão-mestre geral do Grande Oriente do Brasil, o servidor público aposentado do Banco Central Marcos José da Silva, candidato à reeleição. Faz campanha ressaltando realizações de sua gestão, sempre dando ênfase aos aspectos financeiros. Além da manutenção de anuidade de R$ 90 por cinco anos “sem reajuste”, o destaque é a construção de um centro cultural maçônico de 4.900 m² em Brasília, “obra de R$ 12 milhões totalmente paga à vista”.

O terceiro aspirante é o advogado Benedito Marques Ballouk, membro do Tribunal de Contas do Município de São Paulo na “vida profana”, como diz o jargão maçom. Ele é ex-grão-mestre de São Paulo na “vida maçônica”, o equivalente a governador.

Fundado em 1822, o Grande Oriente do Brasil é uma das três maiores “potências” maçônicas do país. Em 1927, por divergências eleitorais, um grupo saiu e fundou uma ordem concorrente, conhecida como Grandes Lojas. Em 1973, após nova ruptura, surgiu a “obediência” Grandes Orientes Independentes. Estima-se que, juntas, as três tenham 220 mil maçons.

Hoje, o mais ilustre dos maçons é o vice-presidente da República, Michel Temer, que, no entanto, não costuma ser citado com muito entusiasmo por seus “irmãos”. “Faz tempo que ele não aparece por aqui, acho que está inativo”, diz o coronel aposentado da Polícia Militar de São Paulo Antonio Carlos Mendes, maçom oficial de gabinete do Grande Oriente paulista.

Há hoje 58 deputados federais maçons no Congresso Nacional e outros seis senadores.

(Blog Trem Azul)