Num encontro com o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, no Palácio do Planalto, em Brasília, no último dia 11, a presidente Dilma Rousseff defendeu “a ampliação do financiamento ao setor privado”, a “necessidade de manutenção dos empregos”, além de “uma redução maior dos juros”. A reunião com o presidente do banco ocorreu um dia após a visita feita pelo banqueiro à Contraf-CUT, em São Paulo. No encontro com Dilma, Trabuco disse que a economia do país vive um bom momento, apesar da crise europeia, e destacou que “os bancos têm um papel importante no desenvolvimento econômico”. 

O Sindicato do Rio critica o fato de o banco esconder da presidente da República a política de demissões da empresa. Somente no Rio de Janeiro já são mais de 50 bancários dispensados, desde dezembro de 2012. 
“Numa reunião em que o emprego é o tema central é estranho que o presidente do segundo maior banco privado do país omita a sua política de demissões, causada pela alta rotatividade, além da exploração dos funcionários que continuam trabalhando”, critica o diretor do Sindicato Geraldo Ferraz. O sindicalista ressaltou ainda que os bancários não vão se calar diante das dispensas.
O presidente Almir Aguiar disse que o Sindicato vai enviar uma carta à Presidência da República denunciando as dispensas no Rio, fato omitido por Trabuco no encontro com Dilma. “Se a economia vai bem e os bancos continuam faturando como nunca, por que demitir? A presidenta precisa saber disso”, afirma.  
No encontro com o presidente do Bradesco, na sede da Contraf-CUT, no último dia 10, em São Paulo, o presidente da entidade, Carlos Cordeiro, também cobrou de Trabuco a manutenção dos empregos no setor.

(Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro)