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Venho acompanhando diariamente os jornais impressos – alguns do Paraná e do Brasil – porque tenho o hábito de mostrar no meu blog (www.esmaelmorais.com.br) o que está dizendo a velha mídia.

A tarefa de escrever as manchetes do dia (veja aqui) fez-me perceber neste primeiro dia de janeiro de 2013 que a crise vivida pelos jornalões é muito maior do que eu supunha.

No Paraná, hoje, 1º de janeiro, posse dos prefeitos, há apenas três jornais impressos na rua. Todos eles são do município de Cascavel, no Oeste do estado.

Em Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Umuarama, Cianorte, Paranavaí, Apucarana, dentre outras cidades com mais de 100 mil habitantes, não se encontra um único exemplar do dia nem para embrulhar peixe.

A falta de circulação dos jornais impressos também foi verificada por mim ao longo da semana que passou. Tem veículo que deixou trabalhar do Natal até aqui.

Estariam os donos dessas empresas “guardando” feriados religiosos e festivos? Que nada, tudo para economizar, pois alguns mantiveram suas edições eletrônicas atualizadas na internet.

Creio que o fim dos jornais impressos está mais próximo do que se imagina. A tradicional revista semanal norte-americana Newsweek, uma espécie Veja dos Estados Unidos, por exemplo, teve sua última edição impressa publicada ontem (31 de dezembro de 2012). Agora só existirá na versão eletrônica na internet, depois de 80 anos no papel.

É bom lembrar que a velha mídia – composta pelos jornais, rádios, tevês e seus portais –, embora esteja cambaleante, é a que mais recebe verba publicitária de órgãos públicos no país.

No Paraná, alguns jornais existem na versão impressa pro forma, ou seja, imprimem alguns poucos exemplares para justificar gordas verbas publicitárias oriundas do erário. Não têm a quantidade de leitores que tinham antigamente.

Segundo Altamiro Borges, presidente do presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e secretário nacional de Mídia do PCdoB, apenas dez veículos de comunicação concentram 70% da verba de propaganda do governo federal, destinada a mais de 3 mil emissoras de TV, jornais, revistas, rádios, sites e blogs em todo o Brasil.

(Esmael Moraes, Brasil 247)

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