aspirina

Rio –  O uso frequente de aspirina eleva o risco de perda da visão em idosos, afirma estudo feito nos Estados Unidos. De acordo com a pesquisa, tomar o remédio regularmente durante períodos prolongados pode aumentar no paciente o risco de degeneração macular. Este transtorno é a principal causa de cegueira em pessoas com mais de 60 anos de idade.

Baseado em dados que foram reavaliados a cada cinco anos durante duas décadas, e feito com quase cinco mil participantes com idade entre 43 e 86 anos, o levantamento comprovou aumento significativo no risco de cegueira.

Os voluntários que tomaram aspirina regularmente (mais de duas vezes por semana durante três meses) ao longo de dez anos ou mais apresentam quase duas vezes mais riscos de desenvolver degeneração macular do que os que não tomaram o medicamento. A possibilidade de desenvolver o problema é de 1% para quem não tomou o remédio e 1,8% para quem usou.

Segundo os especialistas, levando em conta o fato de que um alto número de pessoas consome aspirina frequentemente, o aumento no risco passa a ser ainda maior.

“A associação entre o uso regular de aspirina e a incidência de degeneração macular é estatisticamente importante para combatermos a doença”, destacou a equipe.

SEM CURA

A degeneração macular afeta a mácula — parte do olho que permite à pessoa ver imagens em detalhes — e pode levar à cegueira. Embora existam métodos para retardar a perda de visão, não há cura ou maneira de recuperar o sentido que já foi perdido.

Bom para problemas cardiovasculares e inflamações

Apesar de o estudo ter apontado um lado negativo do uso de aspirina, outras pesquisas feitas nos últimos anos mostraram efeitos protetores do remédio contra várias doenças.

Alguns especialistas acreditam que as propriedades antiinflamatórias do medicamento ajudam a prevenir infartos e outros acidentes vasculares. A pílula também é usada para aliviar a dor e a inflamação causadas pela artrite.

Ainda existem estudos que associam o uso constante da aspirina na prevenção de alguns tipo de câncer hereditários.

(O Dia Online)

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