Lipo_tumescente

Hidrolipo, minilipo, lipolight… Não se engane com os nomes, todas são lipoaspiração. Vendidos como mais seguros e menos dolorosos, os chamados subtipos de lipo têm a mesma técnica da operação feita em centro cirúrgico. A diferença, segundo o cirurgião plástico André Ramos, está na anestesia. E é exatamente aí que mora o grande perigo. 

“Estes são nomes comerciais de lipoaspirações que usam anestesia local, não a geral. A impressão que esse método passa é de que é mais seguro mas é o contrário: os profissionais não têm a anestesista geral de prontidão para qualquer tipo de emergência que possa surgir de última hora”, explica André.

As lipos que prometem ser menos agressivas, na verdade, retiram menos gordura e, por isso, a dor é menor. “A dor é proporcional à gordura retirada, que deve ser de, no máximo, 5% do peso corporal”, explica o cirurgião. Ele diz que as lilipoaspirações mais procuradas pelas mulheres são para corrigir braços, pernas e barriga: “A indicação para a cirurgia é gordura localizada. Gente com sobrepeso pode fazer, mas obeso tem de emagrecer antes”.

Indicação: a maioria das pessoas tem gordura localizada, inclusive as magras. Estas podem fazer a lipo.

Restrição: pessoas com sobrepeso têm indicação de lipo se for comprovado que a operação vai melhorar a qualidade de vida delas.

Contra-indicação: antes de se submeter à lipo, as pessoas obesas precisam procurar um nutricionista e um endocrinologista para perder peso.

Preço: varia com o número de áreas operadas: entre R$ 6 mil e R$ 10 mil.

Escolha do cirurgião: procure indicações de pessoas que já tenham operado. Em seguida, verifique se o profissional é especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Ele tem de indicar os exames pré-operatórios de risco cirúrgico.

Pós-operatório: é preciso usar cinta por 30 dias, repousar por três dias, em média. No quarto dia, pode voltar a trabalhar. Após uma semana, caso consiga, já é permitido voltar a fazer exercícios.

(Diário de SP)