demitido

Uma demissão em massa surpreendeu os funcionários do Banco Santander, entre a noite de segunda, 3, e manhã desta terça-feira, 4. Em todo o Brasil, conforme o Sindicato dos Bancários da Bahia, estima-se que mil trabalhadores já tenham sido demitidos, sendo que esse número pode chegar a cinco mil. Na Bahia, 23 (21 em Salvador e dois na cidade de Feira de Santana, a 108 km da capital) foram dispensados até esta tarde.

Devido às demissões, funcionários de sete agências do grupo espanhol, em Salvador, estão com os trabalhos paralisados desde a manhã desta terça. Conforme o presidente do Sindicato dos Bancários da Estado, Euclides Fagundes, a paralisação serve como espécie de enfrentamento às medidas anunciadas pela gerência do Banco Santander no Estado, consideradas pela categoria como abusivas e desnecessárias.

Ainda de acordo com Euclides Fagundes, a crise internacional é colocada como um motivo das demissões, já que o banco é de origem espanhola. “Entretanto, não há justificativa para demissões no Brasil, porque o banco possui grande lucratividade por aqui”, relatou.

Por meio de nota oficial, a Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feeb) também esboçou repulsa à medida. “Enquanto o banco patrocina a Fórmula 1, os funcionários são prejudicados. O ganho do Santander somou quase R$ 5 bilhões, fruto do trabalho dos bancários. O Sindicato espera que uma negociação seja aberta, no intuito de barrar mais demissões e reverter as que foram feitas”, explica o diretor da Feeb, José Antônio dos Santos.

Procurada pela equipe de A TARDE, a assessoria do Banco Santander disse que as informações referentes a uma forte redução do número de funcionários não correspondem à realidade. “O Santander está procedendo um ajuste em sua estrutura de forma a adequá-la ao contexto competitivo da indústria”, justificou demissões por meio de nota. 

(Henrique Mendes, Portal A Tarde)

Anúncios