Alagoas segue no segundo lugar no lista dos estados com maiores índices de violência contra a mulher, perdendo apenas para o Espírito Santo. Dados da Secretaria Estadual da Mulher, Cidadania e dos Direitos Humanos mostram que de janeiro a julho deste ano 113 mulheres foram assassinadas. E em 26% dos casos, os filhos também são espancados.

A secretaria Kátia Born explicou que o Dia de Combate à Violência contra a Mulher, lembrado nesta segunda-feira (26), deve ser um momento de reflexão. “Há muito tempo estamos ganhando destaque na Política, nas Universidades, nas Artes, no Mercado de Trabalho; e ainda não sabemos como este machismo brutal permanece na sociedade”, questionou.

Segundo ela, desde a criação da Lei Maria da Penha, já foram denunciados 33 mil casos em Alagoas. “Enquanto existir uma mulher apanhando, a classe estará em luta”.

Born ainda disse que é preciso realizar um trabalho de paz nas escolas entre os estudantes. “Esses menores presenciam os atos e às vezes são vítimas. O educador tem por obrigação incentivar a paz para uma sociedade mais fraterna no futuro”.

Atualmente em Alagoas existem duas Delegacias da Mulher, uma na capital e outra em Arapiraca.

O projeto da Secretaria é expandir a rede de proteção para outros municípios: “Das nossas 102 cidades, oito já possuem um órgão especifico para cuidar da mulher. Iremos trabalhar com os novos prefeitos para aumentar”, completou.

(Portal Primeira Edição)