Depois de investir para ter como principais atrativos o empréstimo imobiliário e a poupança, a Caixa Econômica Federal agora quer ganhar uma posição no ranking e se tornar uma das três maiores instituições financeiras do País até 2015. Para chegar ao objetivo, terá de derrubar ao menos um gigante: Banco do Brasil, Itaú ou Bradesco.

Para isso, a instituição pretende investir no relacionamento com o consumidor. “Não basta trazer o cliente para a agência. Ele tem de querer ficar”, diz presidente da instituição, Jorge Hereda. Para isso, nos próximos meses, a Caixa espera tirar o atraso na tecnologia. O internet banking está sendo reformulado e deverá entrar no ar em 14 de dezembro. Onze mil caixas eletrônicos já foram substituídos, e a renovação deve seguir nos próximos anos. Para desafogar o atendimento, a rede de agências também crescerá: o banco vai inaugurar 550 agências em 2012 e prevê abrir outras 1.450 nos próximos três anos.

Mas a Caixa terá outras pedras em seu caminho – algumas delas típicas do setor público, como a exigência de licitações para a compra de equipamentos pelo preço. “Já apresentamos uma proposta para comprarmos também por eficiência”, diz Hereda. O executivo conta também que, para modernizar sua estrutura mais rapidamente, o banco teve de virar sócio de uma empresa de TI para o mercado financeiro.

Neste ano, a principal arma da Caixa para crescer foi a expansão de 44% no crédito (a maior entre todos os bancos do País e suficiente para passar o Bradesco nesse indicador). Em um ambiente de alta na inadimplência e restrições a financiamentos, o banco – a mando do controlador, o governo federal – abriu as torneiras de dinheiro e baixou os juros de algumas linhas a menos da metade. E não economizou para deixar isso claro: a Caixa gastou o dobro dos concorrentes em mídia no primeiro semestre.

Para ter a sua marca estampada no peito e nas costas da camisa do Corinthians até 2014, por exemplo, o banco irá pagar R$ 30 milhões anuais ao clube, o maior patrocínio do futebol brasileiro na atualidade.

Para ter o logotipo na camisa já durante o Mundial de Clubes da Fifa, a ser realizado em dezembro deste ano, a Caixa se comprometeu a pagar mais R$ 1 milhão, e portanto o valor total do acordo passa a ser de R$ 31 milhões.

O casamento com o Corinthians representa para a Caixa um modo de ganhar espaço no futebol, até então dominado por concorrentes. O Itaú é patrocinador da Copa do Mundo e da seleção brasileira. O Bradesco, dos Jogos Olímpicos. E o Santander é parceiro da Copa Libertadores e tem Neymar como seu garoto-propaganda. A saída encontrada pelo banco estatal foi procurar clubes.

(*Com informações do jornal O Estado de S.Paulo)

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