RIO DE JANEIRO (O REPÓRTER) – O traficante Antônio Bomfim Lopes, conhecido como Nem, participou de um interrogatório através de videoconferência na segunda-feira (12/11). A audiência foi presidida pela juíza Alessandra de Araújo Bilac Moreira Pinto, da 40ª Vara Criminal do Rio de Janeiro.

Esse interrogatório atendeu a um pedido do próprio traficante, que havia ficado em silêncio em uma audiência anterior. Ele confessou que se associou ao tráfico entre de 2000 a 2004 para pagar uma dívida referente a um empréstimo de cerca de R$ 24 mil, feito com o chefe do tráfico à época, Luciano Barbosa da Silva, o Lulu, para cobrir o tratamento de sua filha, que tem uma doença degenerativa.

De acordo com Nem, ele prestou serviços à comunidade em nome de Lulu e sanou a dívida em 2004 e deixou a Rocinha para morar na Paraíba, retornando em 2007, ao saber dos processos que respondia.

Nem também falou sobre a amizade com Vanderlan Barros, o Feijão, além das remessas de dinheiro feitas por ele para a conta de sua companheira. O traficante afirmou que Vanderlan é padrinho de sua filha e que ele ajudou a legalizar o salão de beleza de sua mulher, na Rocinha. Sobre o fato de ter “seguranças” armados, Nem disse que se tratam de amigos de infância que trabalhavam para o tráfico.

O traficante disse também que ao ser encontrado com uma quantida de R$ 60 mil no porta-malas de seu carro (segundo ele, seriam para pagar os honorários dos advogados), estaroia indo para a 15ª DP para se entregar. Ele revelou que já havia tentado se entregar uma outra vez, mas afirmou que a polícia só aceitaria se delatasse outros companheiros.