A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de uma modelo catarinense durante uma cirurgia de lipoaspiração. A clínica particular onde aconteceu a operação, na zona sul da capital paulista, removeu o corpo da moça sem autorização e avisou a delegacia apenas duas semanas depois. 

Pâmela Baris do Nascimento, de 27 anos, decidiu fazer uma lipoaspiração pela terceira vez, mas não avisou os parentes. A família recebeu a notícia da morte poucas horas depois do início da cirurgia. A clínica é suspeita de ter acobertado um erro médico. 

Em nota, o Hospital Green Hill afirmou que foiaberta uma sindicância interna para apuração dos fatos. “Todas as informações colhidas serão documentadas e entregues às autoridades competentes conforme solicitação”, diz o texto. 

O caso

O procedimento aconteceu no último dia 19 de outubro. O médico Júlio César Yoshimura foi o responsável pela cirurgia. De acordo com os investigadores, o fígado da vítima foi perfurado durante o procedimento. Ela teve hemorragia, sofreu parada cardiorrespiratória e morreu. 

O delegado responsável pelo caso já pediu a exumação do corpo de Pâmela e aguarda o resultado de exames do IML (Instituto Médico Legal) para continuar a investigação.

O médico pode ser indiciado por dois crimes: homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e fraude processual, já que a polícia não foi comunicada sobre a remoção do corpo da vítima de São Paulo para Santa Catarina.

Pâmela morava em São Paulo desde 2009, onde participou de programas de televisão como assistente de palco. Atualmente, ela cursava a faculdade de Biomedicina e trabalhava como instrumentadora em um hospital.

Veja nota do hospital na íntegra

Em referência ao fato ocorrido e noticiado por diversos veículos de comunicação, acerca do óbito de Pâmela Baris Nascimento (27 anos), no último dia 19 de outubro, nas dependências do Hospital Green Hill, o advogado responsável pela instituição médica, Dr. Nelson Shioiti Shin-Ike Junior (OAB-PR 41693), vem a público esclarecer os seguintes pontos:

O Hospital Green Hill, fundado em 1969, referência no segmento de cirurgias plásticas estéticas e reparadoras, ao longo de sua história jamais registrou caso que se assemelhasse ao supracitado. Todos os médicos que atuam nesta instituição são diretamente escolhidos e contratados pelos pacientes e, somente após a comprovação de estarem habilitados a realizar o procedimento cirúrgico pretendido, são autorizados a utilizar a estrutura do hospital.

Foi aberta uma sindicância interna para apuração dos fatos. Todas as informações colhidas serão documentadas e entregues às autoridades competentes conforme solicitação.

O prontuário da paciente e demais documentos pertinentes já foram entregues aos órgãos encarregados e, por tratarem de relação sigilosa médico-paciente, necessitam de autorização dos mesmos para que venham a ser divulgados.

Na ocasião, o hospital disponibilizou todos os recursos necessários ao adequado atendimento da paciente Pâmela Baris Nascimento. Contudo, lamenta com imensa tristeza o ocorrido.

(Portal Eband)

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