No palanque de Márcio Pochmann (PT) em Campinas (SP), ex-presidente Lula ironiza o termo “poste”, utilizado para designar a então candidata à presidência Dilma Rousseff, em 2010, e o ex-ministro Fernando Haddad, candidato à Prefeitura de São Paulo; Lula atacou o adversário de Pochmann, Jonas Donizette (PSB). “Não há na história deste país radialista que distribui cadeira de roda que tenha dado certo como prefeito de uma cidade” 

20 DE OUTUBRO DE 2012  

247 – O ex-presidente Lula ironizou neste sábado o termo “poste”, usado para designar os candidatos que ele ‘concebeu’, como a presidente Dilma Rousseff e o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. A resposta aos críticos ocorreu durante comício do candidato petista em Campinas, Márcio Pochamnn, e ao lado de Dilma. “No começo, diziam que o Márcio era apenas um poste, como diziam que a Dilma era um poste, que ela não ia governar. O Márcio é um poste. Pois bem, é de poste em poste, o Brasil vai ficar iluminado”, disse o ex-presidente.

Durante o discurso, Lula lembrou sua derrota nas eleições presidenciais de 1989 para dizer que o Brasil perdeu a chance de evoluir a partir daquele momento, caso tivesse sido eleito. O ex-presidente também criticou duramente o concorrente de Pochmann, o deputado federal e ex-radialista Jonas Donizette (PSB). “Não há na história deste país radialista que distribui cadeira de roda que tenha dado certo como prefeito de uma cidade”, disse Lula.

Já a atual presidente reforçou o discurso pró-Pochmann, que presidiu o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) no governo petista. “Diziam que eu não tinha experiência, que eu era uma pessoa que não era capaz de governar, o que eles queriam apontar é que nós somos os representantes de uma nova forma de fazer política, política decente”, disse a presidente.

Dilma aproveitou para elogiar Lula por lançar novos nomes na política. “Temos de reconhecer a visão política desse líder latino-americano, internacional, que é o nosso querido Lula”, disse Dilma. “Esse líder que percebe o que há de melhor nas pessoas, uma pessoa que dá oportunidades”, completou, acrescentando: “Precisamos de gente sem vícios, sem aqueles tiques da política tradicional e velha, clientelista, da distribuição de pequenos benefícios e presentes”.

(Brasil 247)