Com apoio da ministra Gleisi Hoffmann, que se prepara para enfrentar o governador Beto Richa (PSDB) em 2014, o pedetista Gustavo Fruet lidera as pesquisas na capital paranaense, à frente de Ratinho Júnior (PSC); sondagens do Ibope e do Instituto Paraná Pesquisas o colocam mais de 15 pontos à frente do rival; Fruet é a prova concreta de que o mensalão não produziu efeitos eleitorais

247 – No último domingo, Gustavo Fruet foi o pivô da maior gafe da cobertura eleitoral na Globonews. Amparados por uma pesquisa de boca de urna equivocada do Ibope, que cravava um segundo turno entre Ratinho Júnior, do PSC, e Luciano Ducci, do PSB, os comentaristas do canal, liderados por Merval Pereira e Renata Lo Prete, desandaram a falar dos erros e das supostas contradições de Fruet.

Protagonista da CPI dos Correios, em 2005, ele teria virado de lado, aliando-se ao PT, na disputa municipal de 2012. E por isso estaria sendo punido pelos eleitores curitibanos. No entanto, enquanto era criticado na Globonews, Fruet passava para o segundo turno, sem que os comentaristas percebessem.

Pois bem. Depois do primeiro turno, dois caciques da política paranaense, o governador Beto Richa, do PSDB, e o antecessor Roberto Requião, do PMDB, demonstraram insatisfação com o resultado. Derrotado, Richa foi criticado até pelo senador Álvaro Dias pelos maus resultados do PSDB e dos seus aliados no Paraná. Requião proibiu que Rafael Greca, que concorreu pelo PMDB, anunciasse seu apoio a Fruet, mas o candidato deve apoiá-lo à revelia do partido e estuda até mudar de legenda.

Como muitos dos votos de Greca e até do prefeito Luciano Ducci migram automaticamente para Fruet, o resultado concreto é que o pedetista já superou o rival Ratinho Júnior. Uma sondagem do Instituto Paraná Pesquisas, que trabalha para o Palácio do Iguaçu, coloca Fruet com quase vinte pontos de vantagem. Em levantamentos restritos do Ibope, ele tem 15 pontos de frente.

A eventual virada em Curitiba, que parece ser cada vez mais provável, fortalece – e muito – o projeto do PT, que, em 2014, lançará a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ao governo do Estado. Além da possível vitória com um aliado na capital, o PT disputa o segundo turno em Cascavel e Maringá, duas das mais importantes cidades do Paraná.

(Brasil 247)