Quem passa pela BR 116 na altura de Aquiraz pode observar uma grande movimentação na fábrica cearense da Ambev. Tratores e caminhões estão trazendo R$ 375 milhões em investimentos no processo produtivo de refrigerantes e na implantação da produção de cerveja da filial.

De acordo com André Stolf, diretor regional de Operações da Ambev, o montante faz parte do pacote de R$ 2,5 bilhões que a empresa está investindo no País. Deste total, R$ 804 milhões estão no Nordeste. São ampliações e implantações em oito fábricas e em centros de distribuição da Ambev em Aracajú (SE), Natal (RN), Cabo de Santo Agostinho (PE) e Itapissuma (PE).

Em Aquiraz, onde a companhia atua desde 1998, são gerados cerca de 47 mil postos de trabalho entre diretos e indiretos na cadeia. Em 2010, a Ambev gerou R$ 302 milhões em impostos no Ceará, 24% a mais que no ano anterior, quando foram gerados R$ 245 milhões.

“O Ceará é um importante centro de produção da Ambev porque reúne condições necessárias em termos de infraestrutura para operação e ampliação de uma fábrica. Além disso, o estado é estratégico para a companhia por conta de sua localização especial na região Nordeste”, afirma Marcio Fróes, vice-presidente industrial da Ambev. Com o investimento na filial de Aquiraz serão criados 800 novos postos de trabalho, entre diretos e indiretos – sendo aproximadamente 500 vagas durante as obras e 300 após a conclusão.

“A ampliação desta fábrica será concluída no final de 2012. Ela mais que dobra de capacidade. Serão mais de 7 milhões de hectolitros produzidos. A fábrica mais que triplica de tamanho”, especifica Stolf.

Ele afirma que os investimentos deixam a empresa com capacidade para atender a região durante o período dos eventos que estão programados para o Brasil nos próximos dois anos, como a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. “Mas para o Brasil e também para o Nordeste a gente deve ter ainda mais investimentos, que ainda são confidenciais”, revela.

Ele adianta que serão duas novas fábricas, mas não confirma local nem data por enquanto. Stolf calcula que, do total produzido no Ceará, mais da metade é destinado ao consumo local e o restante segue para outros estados do Nordeste. (colaborou Rebecca Fontes)

 (O Povo Online)