Divaldo Soares, de Viçosa do Ceará

Com apenas 21 anos de idade, dois dos prefeitos eleitos mais jovens do País são do Ceará. Pacheco Neto (PSD) venceu o pleito em Chaval, município distante 425 km de Fortaleza (Zona Norte do Estado). 

Eleito com 59,23% dos votos válidos, Pacheco passou a maior parte da campanha com 20 anos de idade, já que nasceu no dia 4 de setembro de 1991.

Pela legislação eleitoral brasileira, a idade mínima para se candidatar a prefeito é 21 anos até o dia da posse, marcada para o dia 1º de janeiro de 2013.

O segundo prefeito cearense de 21 anos é Divaldo Soares (PSDB), nascido em 12 de abril de 1991. Ele foi escolhido por 57,50% dos votos para assumir a prefeitura de Viçosa do Ceará, também na Zona Norte do Estado. 

Herdeiros políticos

Francisco Carneiro Pacheco Neto é casado, nasceu na cidade de Paranaíba (PI) e é estudante de direito e de ciências contábeis.  

O estreante é filho do ex-prefeito do município, Paulo Sérgio de Almeida Pacheco. O ex-gestor foi condenado em maio a cinco anos e três meses de prisão, sob a acusação de desvio de verbas públicas federais.

Já Divaldo Soares é filho do ex-prefeito de Viçosa, o tucano Evaldo Soares, chefe político local. Ex-candidato a vereador, Divaldo substituiu a mãe, Silvana Fontenele, barrada pela Justiça Eleitoral por ter contas desaprovadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). 

Fora do Ceará

Dos nove candidatos a prefeito com 21 anos inscritos para concorrer às eleições, além de Pacheco Neto e Divaldo Soares, outros quatro foram eleitos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral(TSE).  

Débora de Carvalho Noronha, em Belém do Piauí (PI); Valéria do Manin, em Araioses (MA), Pinheirinho, em Ibirité (MG) e Anna Heloysa Almeida de Andrade Ludgério, em Barra de Santana (PB).

De acordo com o TSE, a faixa etária de até 25 anos teve 151 candidaturas a prefeituras em todo o país, com 44 eleitos (0,79% do total).

ENTENDA A NOTÍCIA 

Barrados pela Justiça Eleitoral, chefes políticos locais recorrem a parentes próximos, geralmente filhos, para se manterem mandando na política municipal, apesar das restrições apresentadas pela legislação.

(O Povo Online)