Capitão Wagner (PR), é o candidato a vereador mais bem votado da história de Fortaleza. Neste domingo, ele alcançou a marca de 46.665 mil votos na capital, superando o recorde anterior de Nelba Fortaleza, que em 2004 conquistou 15.562 votos. Wagner Sousa ganhou popularidade na capital cearense após encabeçar, em dezembro de 2011, uma greve de bombeiros e policiais na cidade. A paralisação foi considerada ilegal pelo Comando Geral da Polícia Militar.

O candidato liderou quase todos os sete mil policiais militares de Fortaleza. Eles paralisaram as atividades às vésperas do reveillon de 2011. Até o dia 4 de janeiro, a cidade viveu um clima de pânico. O comércio e a população do centro, de outros bairros da periferia e de áreas nobres fecharam as portas temerosos por conta de arrastões.

Com a ação, os policiais conseguiram do governo, entre outros pleitos, um acordo que incorpora R$ 850 para todos policiais ativos, inativos, pensionistas, tanto da polícia militar como bombeiros militares. Mais 7% de aumento dado a servidores. O pedido de 40 horas semanais, e não mais 44 horas, também foi acatado.

A categoria conquistou ainda a anistia de todos os policiais que participaram de qualquer manifestação de greve desde o dia 1º de novembro de 2011 até o fim da paralisação. Capitão Wagner é presidente da Associação de Cabos e Soldados de Fortaleza.O último eleito para a Câmara Municipal, Márcio Cruz, conquistou 3.193 votos, beneficiado com a sobra dos votos dados ao Capital Wagner. O total de votos válidos para o Legislativo Municipal, segundo o relatório do Tribunal Regional Eleitoral foi 1.249.166. A abstenção somou 258.202 votos ou 16,02%.

O último candidato eleito para a Câmara Municipal de Fortaleza, Márcio Cruz, conquistou 3.193 votos, beneficiado com a sobra dos votos dados ao Capital Wagner. O total de votos válidos para o Legislativo Municipal, segundo o relatório do Tribunal Regional Eleitoral foi 1.249.166. A abstenção somou 258.202 votos ou 16,02%.

Bancadas

De todas as legendas da Casa, somente o Partido Republicano Trabalhista Brasileiro (PRTB) é a única agremiação que não terá representantes na próxima Legislatura. O PSD, partido que começou suas atividades no ano passado, conseguiu eleger um dos dois candidatos que estavam concorrendo no pleito do domingo, neste caso, o comediante Paulo Diógenes, que conseguiu 4.423 votos. Apoiando a candidatura majoritária de Roberto Cláudio (PSB), a legenda esteve coligada com o PSDC, que elegeu dois vereadores: Tamara Holanda, com 5.562 votos e Vaidon (4.423).

No entanto o fenômeno da eleição proporcional em Fortaleza foi o número expressivo de votos do candidato eleito, Capitão Wagner (PR), que obteve a impressionante pontuação de 43.655 votos, o que ajudou o PR a fazer mais dois nomes: Adelmo Martins e o presidente do Sindiguarda, Márcio Cruz. Depois de Capitão Wagner, a maior pontuação foi do peemedebista Vitor Valim, com 29.952.

Os dois foram os únicos que se elegeram sem a computação de votos das legendas. Depois deles, com o maior percentual de votos estão: João Alfredo (PSOL), com 20.222. Leonelzinho Alencar (PtdoB) e Adail Júnior (PV) vem logo em seguida, com 14.486 e 13.695, respectivamente.

O Partido Trabalhista Cristão (PTC) também conseguiu eleger três candidatos, porém, nenhum dos atuais representantes da legenda na Casa Legislativa conseguiram se reeleger. Dois dos futuros vereadores eleitos pelo PTC foram votados com nomes esquisitos como: A Onde É, com 6.042 votos, e o BA com 5.011. Cláudia Gomes com 7.464 votos é a ocupante da terceira vaga do PSC. Ela é esposa do atual vereador Marcílio Gomes (PSL). O PSC foi outro partido que, atualmente, não tem nenhuma representação no Legislativo Municipal fortalezense e que na próxima Legislatura, será representado por quatro nomes: Wellington Saboia, presidente da legenda em Fortaleza, Marcos Aurélio e Eologio Neto e Benigno Júnior.

O PSOL, do candidato a prefeito Renato Roseno, partido que faz forte oposição à gestão da prefeita Luizianne Lins, conseguiu eleger dois candidatos a vereador. O atual representante da sigla na Câmara, João Alfredo, ficou em terceiro lugar no quadro geral de eleitos, com 20.222 votos, e Toinha Rocha, com 5.134 também foi eleita.

O PMN é o outro partido que volta a ter um representante na Casa, com Zier Férrer. O último representante do partido, Mário Hélio, foi eleito em 2008, mas cedeu sua vaga para Marcílio Gomes, quando se elegeu deputado estadual.

Os vereadores Luciram Girão (PMDB), Marcus Teixeira (PMDB), Paulo Gomes (PMDB), João Batista (PRTB), Eron Moreira (PV), Martins Nogueira (PSB), Irmão Léo (PHS), Valdeck Vasconcelos (PTB), Plácido Filho (PDT), Carlinhos Sidou (PV), José Freire (PTN), Gerôncio Coelho (PtdoB), Eliana Gomes (PcdoB), Ciro Albuquerque (PTC) não se reelegeram. Outros quatro vereadores não tentaram reeleição.

O PMDB permanecerá com a maior bancada da Câmara, pois fez quatro candidatos para a próxima Legislatura. Assim como ele, PT e PSC terão quatro representantes na Casa, seguidos de PTN, PR e PTC, com três nomes, cada. PV, PSL, PDT, PTdoB, PSOL, PSB e PSDC terão dois quadros. PHS, PRB, PSDB, PP, PCdoB, DEM, PSD e PMN elegeram, cada uma das agremiações, somente um vereador cada.

(Portal Terra e Diário do Nordeste Online)

Anúncios