Reunidos em assembleia nesta quarta-feira, 12/9, os bancários do Ceará deliberaram por greve por tempo indeterminado a partir das 00h00 de terça-feira, dia 18/9. Os cerca de 300 bancários presentes à assembleia rejeitaram a proposta da Fenaban – que previa reajuste de 6% em todas as verbas, um aumento real de apenas 0,58%.

Uma nova assembleia, de caráter organizativo, será realizada na próxima segunda-feira, 17/9, às 18h30, na sede do Sindicato (Rua 24 de Maio, 1289 – Centro). Além disso, os delegados sindicais devem se reunir neste sábado, 15/9, a partir das 9h, para debater a organização do movimento.

A diretoria do Sindicato ressaltou que os bancários apostaram no processo negocial, mas a postura intransigente e retrógada dos banqueiros empurrou a categoria para a greve.

O presidente do Sindicato, Carlos Eduardo Bezerra, convocou os bancários à mobilização. “Diante dessa postura dos banqueiros, nos oferecendo apenas 0,58% de aumento real, essa é a hora de mostrarmos a nossa força e construirmos um movimento forte para garantir nossas conquistas. Os banqueiros, ao que parece, só entendem a linguagem da pressão, da mobilização e da greve. Precisamos estar unidos para construir uma greve forte”, disse.

Bancos federais – O Comando Nacional dos Bancários retoma as negociações com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal nesta sexta-feira (14), às 14h, em São Paulo. As novas rodadas acontecem após o envio de cartas aos dois bancos pela Contraf-CUT na última quinta-feira (6), a exemplo das correspondências encaminhadas para a Fenaban e aos quatro maiores bancos privados (Itaú, Bradesco, Santander e HSBC) com o mesmo teor.

Já o Banco do Nordeste do Brasil, que adiou a negociação que deveria ter acontecido na segunda-feira, 10/9, está sinalizando com uma rodada de negociação para a próxima terça-feira, dia 18/9.

(Bancários Ceará)

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