Londres, 28 jul (EFE).- O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou neste sábado que o halterofilista albanês Hysen Pulaku foi expulso dos Jogos de Londres após seu exame de controle de doping feito na última segunda-feira acusar positivo para a substância estanozolol.

A Comissão Disciplinar do COI, composta por Tomas Bach (presidente), Denis Oswald e Frank Fredericks, decidiu expulsar Pulaku, de 20 anos, retirar seu credenciamento para os Jogos e encaminhar o caso à Federação Internacional de Halterofilismo.

O atleta, que disputa a categoria até 77kg, foi submetido a um exame de urina em Londres no dia 23, e o laboratório antidoping de Harlow comunicou à Comissão Médica do COI o resultado positivo dois dias depois.

Na quinta-feira, foi realizada a contra-prova, e realizada uma audiência com o albanês e seu técnico, à qual também compareceram representantes do Comitê Olímpico da Albânia e da Federação Internacional de Halterofilismo.

Pulaku explicou que em dezembro de 2011 viajou à cidade de Danville, nos Estados Unidos, para treinar com seu técnico pessoal. Por conselho deste, consumiu uma série de produtos que, segundo relatou à Comissão Disciplinar, lhe foram dados com os nomes de creatina (Crea-Alka), L-Carnitina, Proteína Bio-Tech, Vitaminas (C, E, B12), Ácido Fólico e Magnesio (Orotic Acid).

O atleta declarou que confia em seu treinador e que não sabia que aqueles produtos continham substâncias proibidas.

Segundo o relato do halterofilista, no começo de abril ele foi à Europa para participar do Campeonato Europeu em Antalya (Turquia), onde passou por um controle de doping, e no dia 29 daquele mesmo mês retornou aos Estados Unidos para continuar sua preparação.

Pulaku disse que, por estar insatisfeito com sua atuação em Antalya, onde ficou em sexto, conversou com seu técnico sobre alguma forma de melhorar seus resultados, embora, apesar disso, alegue que não tenha mudado nenhum dos produtos que estava consumindo.

Em 10 de julho, ele retornou à Albânia para passar uma semana em seu país-natal antes de viajar a Londres, onde no dia em que foi submetido ao antidoping informou a relação de produtos que tinha consumido.

Após a audiência, na qual o treinador de Pulaku pediu que fosse levada em conta a idade do atleta (20 anos), a Comissão Disciplinar do COI decidiu por unanimidade considerá-lo culpado por descumprir a lei antidoping, e o expulsou dos Jogos de forma imediata.

O COI lembrou que, desde 16 de julho, data na qual foi aberta a Vila Olímpica, realiza exames antidoping sistematicamente.

Os cinco primeiros colocados de cada competição são submetidos ao teste depois das provas, junto com outros dois participantes definidos em sorteio. O COI também realiza uma análise surpresa fora de competição. Durante os Jogos, deverão ser realizados 5 mil exames, sendo 3.800 de urina e 1.200 de sangue.

(EFE)